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Crianças são as maiores vítimas de H1N1 em Santa Fé

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Crianças são as maiores vítimas de H1N1 em Santa Fé Publicado em 26/04/2018 00:04

Maior índice da doença na cidade tem sido em crianças. Pais e mães estão em desespero

Situação é preocupante. Setores de atendimento médico devem se preparar

Por Daniela Trombeta Dias

Casos de gripe tem sido registrados em todo o país, sendo crescente a lista de pacientes com a confirmação da doença a cada dia. Em Santa Fé, já são 11 casos notificados, sendo grande o número de suspeitos da doença. As Estratégias de Saúde da Família recebem mais e mais pacientes que, com sintomas de gripe, procuram as unidades com medo de que tais sintomas não sejam apenas de uma gripe comum, mas sim de H1N1 ou H3N2.

Com a chegada dos dias mais frios já é fato que o vírus influenza, causador da gripe, está circulando com mais intensidade, sendo que este ano o grupo mais atingido incialmente em nosso município é o infantil, já que a maioria dos pacientes confirmados ou suspeitos são crianças. Nesta semana a Clias – Clínica de Atenção à Saúde –, que oferece atendimento pediátrico através da Secretaria de Saúde, esteve lotada quase todos os dias, sendo a maioria dos casos o de crianças e bebês com sintomas de gripe. “Meus dois filhos estão gripados e como não sei se pode ser a gripe suína procurei agendar uma consulta médica na Clias, porém não tinham vaga para este mês”, relatou Cleusa Gonçalves.

A situação a qual Cleusa se refere é a falta de vagas de encaixe, ou seja, vagas para atendimento pediátrico de última hora. “A Clias atende com agendamento prévio, porém com o aumento da procura, eles precisam rever e atender a todos, pois são crianças, e essa gripe pode ser fatal”, afirmou ela.
Ainda sobre a Clias, na última terça-feira, uma mãe cuja filha de 1 ano estava com febre e sintomas de gripe há 4 dias, em busca de atendimento eficaz chamou até a Polícia Militar. Consta que essa mãe já havia solicitado atendimento na UPA e o médico que a atendeu recomendou que procurasse a Clias para um atendimento específico, porém ela não conseguiu vaga e resolveu chamar a PM para ajudá-la. “Fomos jogados de um lado para o outro e não encontramos ninguém para nos ajudar. Acredito que se houvesse melhor gerenciamento e atendimento, não precisaria chegar ao extremo para conseguir um atendimento para minha filha. É um descaso”, ressaltou.

A UPA também tem recebido inúmeras pessoas, principalmente crianças com sintomas de gripe. “Os pais se preocupam e não temos condições de pagar consulta. Vamos a Clias e não conseguimos vaga, e na UPA não há pediatra. Enfim, somos negligenciados e ainda acham ruim quando reclamamos”, disse CCO.
Segundo a Secretaria de Saúde, a Clias não oferece o atendimento de emergência, mas sim um atendimento ambulatorial pré-agendado.

A reportagem entrou em contato com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura para saber que medidas estão sendo tomadas para ampliar os atendimentos a casos de gripe nas Estratégias de Saúde da Família e Clias, assim como para saber quais ações serão feitas em caso de surto da doença, visto que tem crescido o número de casos em todo o Brasil, porém até o fechamento da edição não obteve resposta.

O Tamiflu, medicamento indicado no tratamento desses tipos de influenza tem sido distribuído com receita médica nas farmácias municipais e nas unidades de saúde.

Jéssica Ferreira está com os dois filhos diagnosticados com a doença na Santa Casa desde o dia 21. “É uma situação muito triste ver meus filhos assim. Estamos fazendo o tratamento e creio que ficarão bem”, afirmou.
Os três filhos da professora Angela Maioli, de 35 anos, tiveram a suspeita da gripe. “Eles estavam com febre alta, tosse seca e mal estar. Graças a Deus já foi descartada a gripe nas meninas; só meu filho está em monitoramento, porém, devido aos sintomas, já começou a tomar o Tamiflu receitado pelo pediatra e está bem melhor”, contou.

Além do tipo H1N1, também chamado de gripe suína, alguns estados já registraram os primeiros episódios de infecção pelo H3N2, uma versão que, só nos Estados Unidos, infectou mais de 47 mil pessoas no último surto e provocou diversas mortes, principalmente de crianças e idosos.

Segundo o último informe epidemiológico, divulgado pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, treze estados brasileiros já registraram um total de 57 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave causado pelo influenza H3N2. Do total, dez pacientes morreram, sendo três em São Paulo.

A circulação do H3N2 no Brasil não é novidade. Segundo a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, a biomédica Regiane de Paula, esse vírus da gripe trafega pelo país há bastante tempo. Ela reforça ainda que a vacina que será distribuída na campanha deste ano protege contra ele. “Ela já tem o H1N1, o H3N2 e também um subtipo do influenza B na composição”.

“A preocupação de toda população, não só de Santa Fé, mas de todo o Brasil, é se teremos estrutura para atender os pacientes, se haverá medicamentos, leitos, pois, como dizem, nem chegamos a um número grande de casos e já temos filas e grande espera para receber atendimento. A situação é preocupante e não temos como pará-la, visto que a cada dia aumenta a quantidade de casos suspeitos da doença”, afirmou Rogério O. Almeida, um dos pais que aguardam vaga na Clias para a filha, também com sintomas de gripe, para ser atendida.

Fonte: O Jornal de Santa Fé do Sul

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