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Fim da poupança? CDB está ganhando espaço nos investimentos dos brasileiros, aponta pesquisa

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Fim da poupançaO Certificado de Depósito Bancário, mais conhecido pela sigla CDB, vem caindo nas graças dos investidores brasileiros.

De acordo com um levantamento realizado pelo C6 Bank, em parceria com o Ipec, 22% dos investidores das classes A e B declaram possuir algum recurso aplicado em CDBs.

O ativo ficou atrás apenas da poupança, que faz parte dos investimentos de 28% dos entrevistados.

Os investimentos que também foram citados estão os fundos de investimentos (16%), ações(14%), Tesouro Direto (13%) eLCI/LCA(9%), enquanto só 1% disse aplicar em debêntures.

Anbima

Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mostram que, no primeiro semestre, os investimentos dos brasileiros cresceram 2,8%, chegando aos R$ 4,6 trilhões.

Entre os produtos, o volume aplicado em CDBs ultrapassou o total alocado em ações. Os certificados avançaram 13,6% no período, alcançando os R$ 647,7 bilhões, enquanto as ações caíram 10,7%, somando R$ 576,9 bilhões.

No entanto, o destaque ficou com as LCAs e LCIs: as LCAs bateram os R$ 249,6 bilhões em junho, uma variação de 38,5%, enquanto as LCIs somam patrimônio líquido de R$ 162,4 bilhões, uma evolução de 25,4%.

Perdendo com a Selic

Um dos principais fatores que levam os brasileiros a saírem da poupança e buscarem por outros investimentos é a perda de rentabilidade.

Pela regra, se a taxa Selic estiver igual ou abaixo de 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic + Taxa Referencial.

Mas se a taxa básica de juros estiver acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% sobre o valor depositado + Taxa Referencial.
Acontece que a poupança está seguindo a segunda regra desde dezembro do ano passado, quando o Banco Central anunciou um reajuste de 1,5 ponto percentual na Selic, elevando a taxa a 9,25%,

Hoje, a taxa está em 13,75%, patamar que deve permanecer até o segundo semestre de 2023, caso o Banco Central não opte por novas altas para controlar a inflação.

Fonte: Money Times

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