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Medicamentos no espaço são foco de startup

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medicamentos no espaço
Foto: Reprodução site Varda

A startup americana Varda Space Industries enxerga o desenvolvimento de medicamentos no espaço como a aposta do futuro da indústria farmacêutica. A empresa, espécie de plataforma de fabricação orbital que entrega produtos de volta à Terra, acaba de anunciar o sucesso da cristalização do medicamento ritonavir feita no interior do satélite W-Series 1.

O ritonavir é tradicionalmente utilizado para o tratamento do HIV e, mais recentemente, foi incluído no medicamento antiviral Paxlovid, da Pfizer, para combater a Covid-19. O dispositivo estava acoplado à plataforma Photon, da empresa Rocket Lab.

O satélite foi lançado ao espaço no início de junho por um foguete Falcon 9, da SpaceX, de Elon Musk. Após algumas semanas de testes, a Varda iniciou o experimento de produção do medicamento, com 27 horas de duração. O procedimento foi concluído no dia 30 de junho.

Se o ritonavir fosse produzido na Terra, a gravidade poderia afetar a formação dos cristais em sua estrutura. Já na microgravidade, as estruturas cristalizadas se formam mais rapidamente e com maior qualidade. Agora, a empresa está se preparando para a reentrada da cápsula com os medicamentos, que deve acontecer a partir do dia 17 de julho.

Medicamentos no espaço é aposta das farmacêuticas

“A aposta que estamos fazendo na Varda é que a manufatura de medicamentos no espaço é, na verdade, a próxima grande indústria a ser comercializada”, afirma Will Bruey, CEO e cofundador da Varda. O objetivo é expandir os negócios, enviando voos regulares de satélites para a órbita carregando experimentos em nome de empresas farmacêuticas.

Eventualmente, a startup espera que a pesquisa de desenvolvimento de medicamentos no espaço produza uma droga de ouro, que prova ser melhor quando fabricada no espaço e pode devolver royalties à Varda nos próximos anos. O núcleo dessa ideia – fabricar produtos farmacêuticos em microgravidade – baseia-se em experimentos realizados na Estação Espacial Internacional, que é operada por astronautas, mas hospeda experimentos de uma série de empresas privadas e instituições de pesquisa.

Grandes empresas farmacêuticas, incluindo Merck e Bristol Myers Squibb, enviaram experimentos para lá, trabalhando com o Laboratório Nacional da ISS . E parte desse trabalho pode levar a mudanças nos medicamentos que as pessoas na Terra tomam hoje.

A pesquisa já estabeleceu que os cristais de proteína crescidos no espaço podem formar estruturas mais perfeitas em comparação com os que crescem na Terra. Esses cristais formados no espaço podem então ser usados ​​para criar produtos farmacêuticos que o corpo humano possa absorver mais facilmente – ou medicamentos de melhor desempenho.

Um exemplo importante, da pesquisa que a Merck realizou na Estação Espacial Internacional, é o ingrediente ativo pembrolizumab utilizado na produção do medicamento contra o câncer Keytruda . Os cientistas descobriram que o uso de cristais formados no espaço poderia criar uma droga mais estável.

O grande desafio agora é testar o retorno da cápsula de volta à Terra e verificar se os materiais farmacêuticos podem ser recuperados. Com Informações do Canaltech e da CNN Business.

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