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Novartis vai desmembrar negócio de genéricos da Sandoz

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GENÉRICOS DA SANDOZ

Agora é oficial. A Novartis decidiu desmembrar a divisão de genéricos da Sandoz para priorizar medicamentos de prescrição patenteados. O anúncio partiu do próprio presidente executivo Vas Narasimhan, em teleconferência com analistas nesta quinta-feira, dia 25.

A operação tornaria a Sandoz uma empresa independente e a maior fabricante de genéricos da Europa, de acordo com a agência Reuters. A farmacêutica faturou cerca de US$ 10 bilhões no ano passado com foco nessa categoria de medicamentos e também em biossimilares. Foi responsável por aproximadamente 20% da receita da Novartis no ano passado.

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Em mercados como o Brasil, porém, o crescimento tem sido tímido. Nos últimos 12 meses até maio, segundo a IQVIA, a companhia avançou somente 0,10% no país ao movimentar R$ 3,2 bilhões, caindo de 8ª para 12ª colocada no ranking nacional da indústria farmacêutica.

A cisão já tem até data prevista e deve ser concluída no segundo semestre de 2023, após a tomada de decisões fiscais, aprovação do conselho e dos próprios acionistas.

Pressão sobre preço de genéricos da Sandoz

No terceiro trimestre de 2021, a Novartis deu início a uma revisão estratégica da operação de genéricos da Sandoz. Esse processo daria continuidade a um corte de custos que começou em 2019, quando a companhia suíça vendeu a maioria das operações de sua subsidiária nos Estados Unidos. Motivo: as crescentes pressões sobre os preços no mercado de genéricos.

Além disso, se desfazer da Sandoz contribuiria para acelerar a reorganização global da Novartis, que planeja ter uma estrutura mais enxuta com a demissão em massa de 8 mil funcionários. Essa decisão está relacionada à fusão de seus departamentos comerciais de oncologia e farmacêutico em uma unidade de medicamentos inovadores.

Intenção inicial era a venda

A farmacêutica suíça tinha como objetivo inicial vender a Sandoz e estipulou até um valor ideal – US$ 25 bilhões. No entanto, a negociação tornou-se mais improvável por conta da alta da inflação e da guerra na Ucrânia. Com esse panorama, segundo a Bloomberg, os bancos estariam menos dispostos a liberar recursos para grandes aquisições.

Sem nenhuma oferta formal, a cisão transformou-se em um caminho natural, embora Narasimhan mantenha uma certa esperança ao dizer que considerará uma eventual oferta “altamente atraente”.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

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