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Pfizer fará mais de 100 milhões de vacinas no Brasil

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Pfizer fará mais de 100 milhões de vacinas no Brasil

O presidente global da Pfizer, Albert Bourla, afirmou nesta terça-feira (7) que a produção da sua vacina contra a Covid-19 pela farmacêutica brasileira Eurofarma será superior a 100 milhões de doses por ano, para distribuição na América Latina. As informações são do Valor Econômico, durante briefing virtual organizado pela Federação Internacional de Fabricantes e Associações Farmacêuticas (IFPMA), que representa grandes laboratórios ocidentais.

Segundo a reportagem, a Pfizer mais que dobrou sua projeção da vacina neste ano, passando de 1,3 bilhão para 3 bilhões de doses. Para 2022, a expectativa é de atingir 4 bilhões de doses. Cerca de 40% vão para países emergentes e pobres. Bourla explicou que primeiro Pfizer maximizou sua produção em determinadas fábricas, e agora selecionou parceiros, como a brasileira Eurofarma.

Já o vice-chairman e chief scientific officer da J&J, Paul Stoffels, observou que, com relação ao Brasil, no momento fornece vacina a partir de produção nos EUA e na Europa. Argumentou que é muito complicado fazer transferência de tecnologia, que é preciso ter as pessoas certas nos dois lados.

A CEO da Merck, Belén Garijo, comentou que desde o início da pandemia no Brasil contribui “com um investimento significativo e doações de múltiplas terapias básicas ou produtos de higiene para poder ajudar os pacientes brasileiros”. Mas que a contribuição mais importante é através do fornecimento de matérias-primas críticas aos fabricantes de vacinas para diagnosticar produtos diagnósticos e terapêuticos da covid-19. O CEO da Roche Pharmaceuticals, Bill Anderson, disse que o foco tem sido maximizar a produção em algumas fábricas, e nenhuma delas está no Brasil.

Depois da fase inicial de escassez, os laboratórios ocidentais prometem muita vacina agora. Segundo a IFPMA, a produção já passou de sete bilhões de doses neste ano e deve atingir 12 bilhões até o fim do ano – metade produzida por laboratórios chineses, segundo a consultoria Airfinity. Para 2022, se não houver nenhum grande gargalo, até junho a produção total poderá passar de 24 bilhões, quando o fornecimento provavelmente ultrapassará a demanda global.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico


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