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De tijolo em tijolo, rede de amigos vira rede de farmácias

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De tijolo em tijolo, rede de amigos vira rede de farmácias

Para alguns, estar à frente de uma rede de farmácias é um sonho. Por vezes, esse sonho é vivido junto com aqueles que amamos. E tem também quem vive lado a lado com o empreendedorismo desde cedo.

Esse é o caso de José Lucio Alves, também conhecido no setor farmacêutico como Zé Lucio, que herdou do pai o tino para os negócios. O 12° episódio da seção Minha História conta como o balconista fez parte da fundação e liderança de uma rede associativista com mais de 100 lojas. Oriunda da cidade de Luz (MG), na região Central Mineira, a Entrefarma mantém operações em 76 municípios de Minas Gerais.

Pai pedreiro foi exemplo de empreendedorismo

Alves viveu de perto o espírito empreendedor de seu pai. Baltazar Alves era chefe de uma família humilde do interior de Minas Gerais, no município de Areado – na região sul do estado e a cerca de 380 km da capital Belo Horizonte.

Pedreiro, quando teve uma oportunidade, resolveu migrar para o outro lado do balcão e montar uma loja de materiais de construção. O investimento deu certo e o empreendimento tornou-se referência no sul de Minas Gerais.

O mais importante é que o exemplo foi passado para o filho. “O mercado nos oferece oportunidades, desde que briguemos por esse espaço. E empreender faz parte do meu DNA”, crava Zé Lucio.

O balcão como “alicerce”

Começamos essa história com uma viagem no tempo, onde encontraremos um varejo farmacêutico bem diferente do que conhecemos nos dias atuais. Uma realidade em que os trabalhadores começavam ainda muito jovens suas carreiras. No caso de Alves, mais precisamente aos 12 anos. O balcão foi sua porta de entrada no setor e o acompanhou até os 18 anos.

Já apaixonado pelo canal farma, na hora de escolher uma faculdade para cursar, o destino não poderia ser diferente: Zé Lucio queria ser farmacêutico. Porém, não era nesse ponto da história que ele seria um nome reconhecido do varejo.

“Fundação” em análises clínicas

Na faculdade de farmácia, ele descobriu uma nova paixão – as análises clínicas. Mas abrir uma farmácia ainda era seu objetivo. “Era um sonho desde que entrei na faculdade, mas eu não tinha condições na ocasião”, explica. Só que, em cinco anos, essa realidade iria mudar.

Tropeços na “obra”

Em 1992, o empreendedor inuagurou sua primeira farmácia. Com o tempo e o sucesso junto à população de Areado, o que era uma farmácia foi ganhando cada vez mais capilaridade. “Começamos com um trabalho diferente, o que caiu nas graças do povo”, lembra Alves.

Unindo conhecimento clínico e de vendas, os negócios iam de vento em popa e Alves chegou a gerir até cinco lojas na cidade. Mas aí surgiram os primeiros percalços.

Um desses PDVs foi inaugurado próximo ao hospital em que ele ainda trabalhava com análises clínicas. Só que o insight para a localização da farmácia não se provou verdadeiro. “Imaginava que o fluxo do hospital seria suficiente para manter a loja, mas não foi”, relata. Com os novos desafios em vista, Zé Lucio resolveu entrar em contato com outros empreendedores da região e unir forças.

Rede de farmácias não. Rede de amigos

O termo “rede de amigos” é o usado por Alves para falar sobre os primórdios da Entrefarma. Ante as dificuldades tradicionais da concorrência de mercado e desejando conquistar melhores condições de compra junto a distribuidoras, “um amigo convidou o outro, que chamou um terceiro” em um movimento que totalizou 13 drogarias mineiras.

“O que nos trouxe aqui não é garantia de que seguiremos nessa posição nem até amanhã, por isso precisamos trabalhar juntos”, comenta. O que surgiu como uma central de compras ganhou corpo até surgir um especialista quando assunto é associativismo.

Um “mestre de obra” Total

Apesar de trabalharem no sistema associativista desde o primeiro dia como uma “rede de amigos”, o conceito propriamente dito só foi apresentado a Alves durante um curso, onde conheceu um empresário que trabalhava na área.

Em conversas com esse profissional, surgiu uma indicação: Jair Beloube, atual conselheiro deliberativo do Grupo Total e executivo com vasta experiência nesse regime de negócio.

Beloube serviu como consultor durante toda a transformação de “rede de amigos” para rede de farmácias e fez a ponte também para que o grupo entrasse na Febrafar.

Fachada
Hoje, rede reúne mais de 100 farmácias | Foto: Divulgação

Febrafar trouxe o “acabamento”

Já como uma farmácia associativista, chegou a hora de se fortalecer ainda mais. Segundo Alves, novamente Beloube foi de grande auxílio, apresentando os amigos da Entrefarma para a Febrafar.

“Não sabíamos qual seria o próximo passo e nos foi apresentada a Febrafar, com estrutura e visão de futuro, não tivemos dúvidas e entramos”, relembra. Para Zé Lúcio, esse é o momento em que nasce a rede de farmácias. “Deixamos o amadorismo, começamos uma carreira mais profissionalizada como Febrafar”, afirma.

De padrinho de casamento a parceiro de Farmarcas

Depois de apresentados por Beloube, Alves e Edison Tamascia, presidente da Febrafar e Farmarcas, se tornaram grandes amigos, sendo que o segundo se tornou até mesmo seu padrinho de casamento.

Ze Lucio Edison Tamascia e Ana Paula
Amigo e parceiro de negócio, Edison Tamascia tornou-se até padrinho de casamento de Zé Lúcio | Foto: Divulgação

Dessa amizade, Tamascia também convidou Zé Lucio para um cargo de confiança na Febrafar, na qual ocupa, há quase uma década, a vice-presidência da federação.

Tanta proximidade fez com que Zé Lucio tomasse coragem. Ele pediu para dar um passo a mais com a Entrefarma e ser inserido entre as redes da Farmarcas.

“Quando vimos a estrutura da Farmarcas e surgiu a oportunidade, também não pensamos duas vezes. São 300 pessoas trabalhando 24 horas por dia pelo nosso sucesso”, explica.

Hoje com quatro farmácias próprias e outras 100 drogarias com bandeira convertida, Alves não quer deixar Luz com seus empreendimentos, mas deseja que o nome Entrefarma chegue cada vez mais longe. “Fico muito orgulhoso de ser o personagem dessa história!”

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