Sistemas especializados podem levar sua farmácia para o próximo nível
Complexidade do setor exige soluções sob medida para o dia a dia da operação
por César Ferro em
As farmácias formam um dos ambientes mais complexos e dinâmicos do varejo, cercadas por regras rígidas, margens apertadas e um cenário competitivo. Nesse contexto, sistemas especializados deixam de ser um diferencial e se tornam o ponto de partida para o gestor que busca ganhar escala.
“Gerenciar uma farmácia de forma manual ou com ferramentas inadequadas é um caminho certo para a perda de competitividade”, alerta Marcos Vinicius Consoli, o Gemada, diretor de serviços da Procfit.
A armadilha das ferramentas generalistas
Na visão do especialista, muitos gestores cometem o erro de adotar programas generalistas para atividades menos específicas do setor, como ERPs ou PDVs. No entanto, essas soluções não atendem às exigências do segmento.
“Sem softwares pensados para o canal, o gestor terá mais dificuldades para atender às regulamentações da Anvisa, como o Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), e para integrar-se a Programas de Benefícios de Medicamentos (PBMs)”, exemplifica.
Além disso, ERPs que não foram desenvolvidos para farmácias costumam falhar ao lidar com o alto volume de vendas e a necessidade de flexibilidade fiscal do setor. E não para por aí. O gestor pode adaptar essas ferramentas genéricas por meio de customizações, mas, quando isso se torna muito comum, o custo tende a subir.
Sistemas especializados cobrem do estoque à venda
De acordo com o executivo, os sistemas especializados devem fazer parte da operação do gerenciamento de armazém (WMS) até o checkout. “Rastreabilidade, controle de lotes, validade, precificação. Esses são apenas alguns dos desafios que essas plataformas precisam superar durante a jornada do setor”, explica.
Essa necessidade está alinhada a outra grande demanda do setor: a gestão de estoque. Ele afirma que as compras manuais ou muito burocráticas podem gerar rupturas de até 40%.
Outro gargalo destacado está além das prateleiras e chega ao caixa das farmácias. “É fundamental contar com ferramentas especializadas para realizar a conciliação financeira de pagamentos vindos de PBMs, iFood, PIX etc.”, alerta.
Por onde começar?
Consoli elenca algumas ações que devem ser prioritárias na hora de decidir os novos softwares a serem utilizados:
- Atender às exigências legais e regulatórias
- Integrar-se totalmente aos PBMs
- Automatizar as compras
“A tecnologia não é mais um diferencial, mas um alicerce para qualquer farmácia que deseja crescer com rentabilidade, segurança e excelência”, finaliza.