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Tuberculose ainda é um problema de saúde pública

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Tuberculose

Apesar de ser uma enfermidade antiga, a tuberculose (TB) continua sendo um problema relevante de saúde pública. No mundo, a cada ano, cerca de 10 milhões de pessoas adoecem e mais de um milhão vão a óbito em função da doença.

No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, são notificados anualmente aproximadamente 70 mil casos novos e ocorrem cerca de 4,5 mil mortes em decorrência da tuberculose. Trata-se da segunda causa de morte mais expressiva por doença infecciosa.

Como diagnosticar a tuberculose

A tuberculose é uma doença, infecciosa e transmissível, afeta prioritariamente os pulmões, embora possa acometer outros órgãos também. A forma pulmonar é a mais frequente e a mais comum para a saúde pública, especialmente quando se diagnostica positiva à baciloscopia, uma vez que é a principal responsável pela permanência da cadeia de transmissão da doença.

O exame microscópico direto (baciloscopia direta) do escarro é um dos principais dos métodos, tanto para o diagnóstico como para o controle de tratamento da tuberculose pulmonar no país.

A baciloscopia ou exame microscópico direto, consiste na observação e contagem de bacilos presentes na amostra. Quando realizado o exame no escarro, este permite saber se o indivíduo está no período de infecciosidade, ou seja, se está expelindo bacilos com potencial transmissão a outros indivíduos.

Transmissão

O cirurgião-dentista, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) e membro da Câmara Técnica de Saúde Coletiva do CROSP, Paulo Frazão, explica que o ar é a principal via de transmissão da tuberculose. “Quando o paciente com tuberculose tosse, fala ou espirra, ele espalha no ar gotas muito pequenas com o agente infeccioso da doença, no caso o mycobacterium tuberculosis, também chamado de Bacilo de Koch. Os pacientes bacilíferos, ou seja, com sintomas no pulmão e que eliminam o ‘bacilo de Koch’ no ar, transmitem o microorganismo se não estiverem em tratamento”, explica o especialista.

Frazão esclarece ainda que quem tem tuberculose em outras partes do corpo não transmite a doença, porque não elimina os bacilos de Koch pela tosse. “Os pacientes com TB que já estão em tratamento não oferecem perigo de contágio, pois a partir do início do tratamento o risco de contágio vai diminuindo, um dia depois do outro. Com 15 dias tomando corretamente os medicamentos é muito provável que o paciente não esteja mais eliminando o agente infeccioso”.

Sintomas

  • Tosse por 3 semanas ou mais
  • Febre vespertina
  • Sudorese noturna
  • Emagrecimento

O principal sintoma da tuberculose pulmonar é a tosse. Essa tosse pode ser seca ou produtiva (com catarro).

Em casos de suspeita de contaminação, Frazão orienta que se recorra à orientação na unidade básica de saúde. “Caso apresente sintomas de tuberculose, é imprescindível procurar a unidade de saúde próxima da residência para avaliação e realização de exames. Se o resultado for positivo, o tratamento deve ser realizado o mais rápido possível e deve ser seguido até o final”.

Quanto às medidas de prevenção para evitar a contaminação, o cirurgião-dentista orienta o uso de máscaras. “A solução para não pegar bacilos, ou seja, para não se infectar, é usar máscaras”, explica.

Este conteúdo é meramente informativo e não substitui a consulta médica. Para esclarecimento de dúvidas adicionais sobre uma patologia, medicamento ou tratamento, converse com um profissional de saúde de sua confiança. Evite sempre a automedicação.

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