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Ações da Pague Menos na Bolsa caem mais de 11%

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Ações da Pague Menos

As ações da Pague Menos na Bolsa despencaram 11,4% nesta quinta-feira (dia 4). A rede de farmácias encerrou o dia com cotação a R$ 3,42 e ostentando uma das maiores baixas do Ibovespa. As informações são do Pipeline do Valor Econômico.

Momento de incertezas para uma das líderes do varejo farmacêutico nacional. A queda tem relação com uma nova e dura análise da equipe de analistas do Itaú BBA. A instituição rebaixou de recomendação de compra das ações da Pague Menos, que passou para o status neutro, e reduziu o preço-alvo de R$ 5 para R$ 4,20 até o fim deste ano.

Essa avaliação está associada a um anúncio da Pague Menos em dezembro de 2023. Na oportunidade, a varejista informou um corte radical na previsão de novas lojas em 2024, em Fato Relevante divulgado ao mercado e a acionistas no último dia 19. A projeção de aberturas caiu de 120 para 30.

Para Thiago Macruz, head de pesquisas do Itaú BBA, esse cenário revela que o crescimento orgânico da rede de farmácias ficará em segundo plano pelo segundo ano consecutivo. No ano passado, a meta de inaugurações também foi revisada para baixo – de 60 para 20.

“Parece necessário do ponto de vista financeiro, mas também cria uma oportunidade para os concorrentes com uma posição financeira mais robusta ganharem participação de mercado nas regiões centrais da Pague Menos, o que também pode pressionar a receita e a rentabilidade da empresa”, afirmou.

Ações da Pague Menos em queda têm relação com a Extrafarma?

As ações da Pague Menos em queda refletem também o peso da aquisição da Extrafarma, situação que promete ser o grande desafio do novo CEO Jonas Marques, que assumiu o cargo neste mês de janeiro e se tornou o primeiro líder da companhia a não pertencer à família Queirós, fundadora da rede em 1981.

Apesar de manter certa estabilidade na participação de mercado no Norte e Nordeste após a compra da Extrafarma, os analistas entendem que um agravamento do ambiente competitivo exige atenção.

Outro ponto de preocupação para o Itaú BBA diz respeito à alavancagem financeira da Pague Menos, que consiste na relação entre dívida líquida e Ebitda. “Estimamos que a Pague Menos apresente alavancagem de 2,6 vezes no quarto trimestre de 2023, o que implica um caminho ainda significativo para atingir sua projeção de alavancagem fina”, argumenta.

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