Anvisa aprova nova semaglutida da EMS
Yluméc é registrado como medicamento similar do Ozivy e entra agora na etapa de definições comerciais
por Adriana Bruno em e atualizado em
A Anvisa aprovou o Yluméc, novo medicamento à base de semaglutida destinado ao tratamento de adultos com diabetes tipo 2, da EMS.
O produto foi registrado na categoria regulatória de medicamento similar, com marca própria, tendo como referência o Ozivy, caneta de semaglutida desenvolvida pela própria EMS e lançada pela companhia em junho de 2026. No lançamento, Marcus Sanchez, vice-presidente da EMS, afirmou que a indicação em bula para obesidade é um passo futuro. “A tecnologia foi criada com base em uma plataforma proprietária de peptídeos, considerada estratégica para reposicionar a companhia no segmento de medicamentos inovadores”, disse o executivo que projetou comercializar 1,2 milhão de unidades do Ozivy no primeiro ano.
Segundo o comunicado enviado pela farmacêuticaao Panorama Farmacêutico, com o novo registro aprovado, a EMS diz que “entram agora em pauta as decisões estratégicas relacionadas à estrutura comercial do produto, incluindo o planejamento de lançamento, o preço e o cronograma para sua chegada ao mercado”.
Produção em Hortolândia
O Yluméc será produzido na fábrica de peptídeos do complexo industrial de Hortolândia (SP) e será disponibilizado em canetas aplicadoras com diferentes concentrações e doses.
As apresentações incluem versões de 1,5 mL, com quatro aplicações de 0,25 mg ou 0,5 mg, e de 3 mL, com quatro aplicações de 1 mg ou 2 mg.
Similar do Ozivy
O Yluméc não foi registrado como medicamento genérico. A classificação regulatória adotada é de medicamento similar, em um processo vinculado ao Ozivy, que atua como o chamado medicamento matriz para o novo produto.
Isso significa que o Yluméc passa a integrar a estratégia da EMS a partir de um produto já aprovado pela agência reguladora.
A condição de medicamento similar também diferencia o Yluméc das versões genéricas de semaglutida que começaram a receber registros no país. No caso dos genéricos, a legislação prevê preço máximo pelo menos 35% inferior ao medicamento de referência, regra que não se aplica automaticamente aos similares.
Definições comerciais entram em pauta
Antes da comercialização, o medicamento ainda precisa cumprir as etapas regulatórias relacionadas à definição de preço, processo que envolve a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
A aprovação ocorre em um momento de expansão da oferta de produtos à base de semaglutida no mercado brasileiro. Após o fim da patente da substância, novas versões, incluindo medicamentos similares e genéricos, passaram a receber registros da Anvisa, ampliando a disputa entre fabricantes no segmento.