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Com alta na conta de luz, mercado estima inflação de até 7,7% em 2021

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Conta de luz – A inflação pode chegar a 7,7% em 2021 por causa da alta da conta de luz. A projeção é da XP Investimentos, que prevê um aumento de 0,31 ponto percentual da inflação diante do acionamento de uma nova bandeira tarifária, mais cara.

A XP refez a projeção para a inflação nesta 3ª feira (31.ago.2021), após o governo anunciar a criação da ‘bandeira escassez hídrica’ para a conta de luz. A bandeira deixará a conta de luz 6,78% mais cara, a partir de 4ª feira (1º.set.2021).

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A ‘bandeira escassez hídrica’ prevê uma taxa extra de R$ 14,20 para cada 100 kWh consumidos. É quase 50% mais que a taxa de R$ 9,49 que vem sendo cobrada na bandeira vermelha patamar 2. Vigorará até abril de 2022, por causa da crise hídrica que reduziu o patamar dos reservatórios brasileiros e fez o governo acionar as termelétricas, que geram energia mais cara.

De acordo com os cálculos da XP Investimentos, esse aumento da conta de luz terá um impacto de 0,31 ponto percentual no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), já que a energia é um insumo que afeta os custos de diversos setores da economia. Com isso, a empresa elevou de 7,3% para 7,7% a projeção para a inflação de 2021.

O acionamento da nova bandeira tarifária também colocou um ‘viés altista’ na projeção da Ativa Investimentos para a inflação de 2022. A casa projeta uma alta de preços de 7,5% em 2021 e de 3,5% em 2022.

O mercado financeiro e os grandes bancos brasileiros já projetavam uma inflação perto de 7% para 2021 antes do anúncio da nova bandeira tarifária. As projeções consideravam o agravamento da crise hídrica, mas possem passar por uma nova revisão agora que o valor da taxa extra da conta de luz foi divulgado pelo governo.

O Santander, por exemplo, elevou a projeção de inflação de 2021 de 6,7% para 7,3% em 12 de agosto. Na ocasião, também revisou de 4% para 4,1% a estimativa para a inflação de 2022. Porém, considerava que a taxa extra da conta de luz subiria para R$ 11,50, isto é, R$ 2,70 a menos que o valor anunciado nesta 3ª feira (31.ago) a bandeira escassez hídrica.

O Bradesco elevou a sua projeção para a inflação de 2021 de 6,4% para 7,1% em 30 de julho, antes da discussão sobre o valor da nova bandeira tarifária. Já o Itaú manteve sua estimativa em 6,9% em 12 de agosto.

A meta para a inflação de 2021 é de 3,75%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para menos ou para mais (2,25% a 5,25%). Portanto, o IPCA pode superar em quase 4 pontos percentuais o centro da meta de inflação se atingir os 7,7% projetados pela XP Investimentos.

Para 2022, a meta é de 3,5%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para menos ou para mais (2% a 5%). As projeções de inflação já se encontram, portanto, perto do centro da meta no ano que vem.

A alta dos preços comprime o orçamento das famílias brasileiras, mas também as contas do governo, já que diversos gastos públicos são corrigidos pela inflação, como as aposentadorias, o seguro-desemprego e o abono salarial. No início do mês, o secretário do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, Bruno Funchal, afirmou que o espaço disponível no teto de gastos perderá R$ 8 bilhões se o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) fechar o ano em 7,2% e não nos 6,2% projetados atualmente pelo governo.

O governo apresentou o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2022 nesta 3ª feira (31.ago.2021). O projeto não prevê a ampliação de políticas públicas, nem do Bolsa Família, porque os R$ 89,1 bilhões que devem ser pagos de precatórios em 2022 consumiram o espaço que havia no teto de gastos. O governo negocia uma forma de reduzir a cifra de dívidas judiciais com o Judiciário e o Legislativo.

Fonte: Poder 360

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