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Farmacêutica chinesa rebate ‘mentira’ de Ricardo Barros à CPI da Covid

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Ricardo Barros – A farmacêutica chinesa CanSino Biologics, por meio do vice-presidente Pierre Morgon, rapidamente desmentiu a afirmação do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), de que a CPI da Covid prejudicou a compra de vacinas pelo Brasil. O executivo afirmou ao jornal Valor Econômico que a empresa mantém interesse em negociações com o país para vender seu imunizante. Na tumultuada oitiva, Barros afirmou que a comissão fez os chineses da CanSino encerrarem unilateralmente o processo de aquisição de seu imunizante pelo país.

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Morgon, porém, afirmou que a farmacêutica decidiu substituir sua representante no Brasil por questões de compliance. O termo vem do inglês ‘to comply’, que significa agir de acordo com um conjunto de normas. Como a representante da CanSino era a Belcher, sedia em Maringá (PR), cidade natal de Barros, faltaria confiança na empresa paranaense. A CPI quer apurar supostas ligações entre interesses de Ricardo Barros e a Belcher. ‘A mentira do depoente não resistiu nem uma hora’, disse Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI, sobre o esclarecimento da empresa chinesa.

A afirmação de Barros de que a CPI teria afastado ‘muitas empresas interessadas em vender vacina ao Brasil’ provocou tumulto na sessão de hoje. ‘Eu não posso ficar calada. Antes dessa CPI, senhor líder do governo Bolsonaro, nós já tínhamos quase 400 mil vidas perdidas’, disse a senadora Simone Tebet (MDB-MS).

‘Quem afastou as vacinas do Brasil não foi a CPI, foi o governo que dolosamente atrasou a negociação com laboratórios para negociar com picaretas ansiosos por propina. Ricardo Barros mente, tenta mudar os fatos, mas suas digitais estão no contrato superfaturado da Covaxin e o presidente sabia’, escreveu a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) no Twitter.

Os senadores enfatizam a ‘coincidência’ de Barros ter apresentado emenda à Medida Provisória (MP) 1.026/2021, que possibilitou rapidez na aprovação de vacinas autorizadas por órgãos regulatórios de outros países, não necessariamente a brasileira Anvisa. Com a emenda, o deputado incluiu a agência indiana Central Drugs Standard Control Organization (CDSCO), que aprovou a Covaxin naquele país. A negociação envolveu a suspeita de intermediação da Precisa Medicamentos.

A CPI da Covid aponta possíveis vínculos de Barros com a empresa, cujo sócio-administrador, Francisco Maximiano, é esperado para depor na semana que vem. O líder governista chegou a dizer: ‘Eu nem sabia que a Precisa representava a Covaxin no momento da apresentação da emenda’.

Fonte: Expresso 222

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