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Governo minimiza perda de status de país em desenvolvimento

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Trump e Bolsonaro: Brasil já havia concordado em renunciar aos privilégios comerciais em troca de apoio dos EUA para ingresso na OCDE (Al Drago/Bloomberg)

Apesar de possíveis efeitos negativos na economia, o governo Jair Bolsonaro tenta minimizar a decisão dos Estados Unidos de retirar o Brasil de sua lista de países em desenvolvimento. A decisão abre margem para a imposição de barreiras comerciais.

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Ao Broadcast Político, o chanceler Ernesto Araújo afirmou que a medida não surpreendeu o governo brasileiro e que, na prática, não possui impacto no país. Pela manhã, o presidente Jair Bolsonaro abandonou conversa com jornalistas ao ser indagado sobre o assunto.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, também evitou comentar a decisão dos Estados Unidos. Acho que a gente tem de entender por que foi feito isso, dentro de um contexto. Eu ainda não sentei com a equipe para avaliar a medida, reagiu.

Questionada se a decisão poderia prejudicar a retirada do embargo norte-americano à exportação de carne in natura brasileira, a ministra rebateu. Por que atrapalharia? Você tem que ter estratégias e o mercado é um só. Onde tira alguma coisa, você tem outros lugares. É tudo muito dinâmico na área de comércio.

O anúncio feito pelo governo americano na segunda-feira, 10, envolve outros cerca de 20 países como Argentina, Colômbia, Costa Rica, Índia e África do Sul. A medida visa proteger, principalmente, a indústria do país contra ameaças comerciais da China que também perdeu status de país em desenvolvimento e, por isso, recebia certos privilégios comerciais.

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O Brasil já havia concordado em renunciar aos privilégios comerciais na OMC enquanto país em desenvolvimento em troca de apoio dos EUA para seu ingresso na OCDE. A mudança de status anunciada pela Casa Branca esta semana, entretanto, não fez parte do acordo.

Fonte: Exame

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