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Infecções provocam falta de antibióticos no mundo

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falta de antibióticos

Diversos países no mundo têm relatado falta de antibióticos como a penicilina e a amoxicilina. Segundo relatório da OMS, dos 35 países cujos dados são levantados pela entidade, 80% sofrem algum tipo de escassez do medicamento. As informações são do Financial Times.

Segundo a reportagem, a explicação é uma combinação entre o aumento nas infecções bacterianas após a suspensão das restrições sanitárias e a redução da produção por parte da indústria farmacêutica, fruto da baixa demanda no auge da pandemia e a pressão global nas cadeias de suprimentos.

A falta de amoxicilina foi relatada nos EUA e no Canadá, enquanto na UE 25 dos 27 estados membros relataram suprimentos escassos de alguns antibióticos para a Agência Europeia de Medicamentos.

Para contornar a situação, países como o Reino Unido têm permitido que os farmacêuticos prescrevam formulações alternativas de antibióticos após um aumento de infecções, como o estreptococo do grupo A.

Alguns farmacêuticos americanos e europeus também relataram escassez de medicamentos comuns para alívio da dor, como o paracetamol, já que uma onda de gripe no inverno, vírus sincicial respiratório (RSV) e casos de Covid-19 alimentam a demanda. Medicamentos para tratar infecções como tuberculose e doenças de pele também foram afetados.

Qual a causa da falta de antibióticos?

A escassez de medicamentos, desde medicamentos contra o câncer a anestésicos, era comum no auge da Covid-19, destacando a pressão nas cadeias de suprimentos. A guerra na Ucrânia interrompeu ainda mais o fornecimento de insumos, enquanto o aumento dos custos de energia reduziu as margens dos fabricantes.

A cadeia de fornecimento de antibióticos pode levar entre quatro e seis meses, desde a produção até a distribuição. Entretanto, de acordo com a atacadista Sigma Pharmaceuticals, com sede no Reino Unido, as verificações regulatórias adicionais significam que demorou mais para os fabricantes de medicamentos reiniciarem as linhas que foram desativadas quando a produção foi reduzida durante a pandemia.

Já a Sandoz afirma que está sendo pressionada pelo aumento dos custos, que são mais difíceis de repassar nos mercados europeus que limitam os preços dos medicamentos, acrescentando que seus concorrentes asiáticos têm acesso a fontes de combustível mais baratas para o processo de uso intensivo de energia. Os custos também dispararam para outros ingredientes essenciais, como açúcar para fermentação – uma parte importante do processo de fabricação.

 

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

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