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Mercado farmacêutico volta a apontar possível falta de repelentes

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Falta de repelentes
Foto: Freepik

Alerta no mercado farmacêutico. Em função da ausência de insumos, o setor volta a apontar uma possível falta de repelentes nos próximos meses. As informações são da Exame.

Em nota enviada à reportagem, a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) confirmou que a demanda atual superou as expectativas do setor.

Para garantir o fornecimento nas próximas semanas, os fabricantes têm antecipado a compra de insumos e matéria-prima, além de ampliar os turnos nas plantas.

Varejo confirma risco de falta de repelentes 

As farmácias também se somam ao coro de atenção para uma possível falta de repelentes. Segundo o CEO da Abrafarma, Sergio Mena Barreto, o risco de desabastecimento é real.

“Tem um risco enorme. Para se ter uma ideia, no ano passado se incinerou repelente que não foi vendido no Brasil. O volume de venda é estável há muitos anos”, destaca.

O maior entrave para a produção desse item são suas matérias-primas, que, em alguns casos, podem demorar até 90 dias para chegar ao país. Motivo: o transporte desses insumos mais sensíveis necessariamente é realizado por navio.

Acompanhe de perto tudo sobre o varejo farmaceutico.

Procura cresceu até três dígitos 

Grandes redes de farmácia apontam que a procura por repelentes registrou um salto em 2024. Na Pague Menos, por exemplo, o avanço foi de 45% na comparação do último mês de janeiro com o mesmo mês de 2023.

O crescimento foi ainda mais notável nas lojas da RaiaDrogasil. Entre novembro e fevereiro, a demanda disparou 700%. Em fevereiro, a busca foi 246,6% mais alta do que em janeiro.

Anvisa dará prioridade aos processos de aprovação 

O assunto vem despertando preocupações também na esfera pública. No último dia 29, a Anvisa apontou que dará prioridade para a análise de novos repelentes. A ação foi discutida no âmbito do Grupo de Trabalho interno da agência formado para promover iniciativas de contenção do surto de dengue.

A priorização para entrada de novos produtos no mercado será mantida enquanto perdurar o preocupante cenário epidemiológico de transmissão da doença.

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