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‘Trabalho com a indústria de cosméticos, não com a indústria da beleza’, diz empresária da área

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O mercado de estética é um setor frenético que, apesar da crise econômica e da pandemia, continua crescendo, angariando e lançando produtos e procedimentos inovadores que atendem a uma demanda crescente por beleza, bem-estar e saúde. Segundo pesquisa da Euromonitor Worldwide, o Brasil é o quarto maior mercado de beleza e cuidados pessoais do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, China e Japão. O setor faturou quase R$ 30 bilhões em 2019 e registrou expansão de 4,7% em 2020 e 4,6% em 2021.

Para acompanhar toda essa efervescência, empresas e profissionais precisam estar atentos às novidades, pesquisas e novas tecnologias que possam oferecer aos clientes – homens e mulheres – o que eles desejam. E a vaidade desse público exige investimentos e muita responsabilidade na elaboração de ativos, procedimentos e produtos, pois a segurança ao trabalhar com vidas, sonhos e desejos é extremamente importante.

‘Esta é uma área muito ampla da saúde, e não adianta acreditar que é só aplicar o creme. Exige muita responsabilidade. É um ser humano que está na frente do profissional, ele tem uma disfunção estética, algo que está desagradando ele. Você tem que entregar um resultado eficaz. Estética é 100% de responsabilidade’, afirma Renata Tavares, esteticista, biomédica, bioquímica, cosmetóloga e CEO da Biodermis Cosméticos, marca genuinamente mineira.

Mas ela ressalta que, acima de tudo, estética é saúde e não deve cultuar padrões de beleza impostos. É preciso se cuidar, estar de bem consigo mesmo, mas respeitando a sua essência.

Para acompanhar e se destacar nesse mercado acelerado e forte, Renata lidera a empresa com um olhar sempre focado em pesquisa, ciência e agora, com a pandemia, conquistando espaço no mundo digital. ‘Este é um caminho sem volta’, garante. Ela confere nosso chat:

Em um mercado tão efervescente, como é estar à frente de uma empresa de dermocosméticos e conseguir acompanhar toda essa velocidade?

Não é uma tarefa fácil. Há muito amor envolvido, principalmente porque trabalhamos com vidas. O mercado de estética é altamente inovador, sempre há um novo produto, uma nova técnica. Nós que trabalhamos na produção, desenvolvimento de fórmulas, pesquisa e atendimento a faculdades, alunos, para auxiliar na formação profissional, estamos em constante pesquisa para que nossos clientes estejam à frente neste mercado. Mas sempre com comprovação científica, pois o mais importante no mercado da beleza é entregar o que a cliente procura, que é a solução para um problema.

O país é um desenvolvedor de produtos ou temos que procurar no exterior?

Hoje o Brasil é um dos maiores pesquisadores de produtos, princípios ativos, tecnologias na área da estética. Temos empresas e laboratórios que trabalham na produção de ativos efetivos, vários laboratórios biotecnológicos, pesquisadores dentro das empresas que trabalham 24 horas estudando os ativos.

Temos marcas ‘made in Brazil’ muito fortes hoje?

Temos marcas muito fortes, porque as pessoas que têm espírito empreendedor entendem que a área da beleza tem o mínimo de crise possível. Mas você precisa estar preparado para pegar um sonho e torná-lo realidade. Se você é um bom empreendedor, se está antenado com as novidades do mercado, se está envolvido com ciência e responsabilidade com a sociedade, é uma empresa que veio para ficar. Até porque o consumidor brasileiro não mede esforços para comprar nossos produtos cosméticos.

O Brasil é o 3º país em lançamentos de produtos de beleza. E Minas, também segue esse ritmo?

Minas não fica atrás de nenhum outro estado. Os profissionais mineiros estão muito atentos, têm muito a acrescentar. Em março tivemos a segunda maior feira de beleza da América Latina no Expominas. Tivemos a reunião de todo o setor de beleza – cabelo, cílios, maquiagem, estética. Conseguimos fazer um evento gigantesco. Tudo o que outros estados entregam em feiras e congressos, também entregamos aqui. E muitas vezes entregamos antes deles.

E em relação à mão de obra: como é essa formação em Minas? O setor tem dificuldades de contratação?

As pessoas que trabalham na indústria da beleza estão constantemente estudando. Na minha empresa, toda a equipe tem que trabalhar em conjunto. Quando tenho treino, não deixo ninguém de fora, para que todos possam falar a mesma língua. Formação e estudo contínuo, sempre. Eu não desisto disso.

As empresas de dermocosméticos não se limitaram a vender produtos. Há um movimento para treinar o cliente, o profissional, para que ele saiba aplicar cosméticos cheios de tecnologias. Isso é uma tendência?

Não é só vender o produto: preciso aconselhar e orientar quem está comprando. Muitas vezes, o profissional chega sem conhecer uma técnica específica que é essencial para que o procedimento funcione. Montei uma equipe de assessoria para dar suporte aos profissionais que compram nossos produtos. Se ele não souber a funcionalidade, as indicações, contraindicações, até que ponto o produto pode ter funcionado, ele me bloqueia, pode interferir no desempenho do meu produto e nas vendas.

A estética tem buscado valorizar o atendimento personalizado, derrubando a ideia de seguir protocolos. Como você vê esse movimento?

Estou muito feliz que isso esteja acontecendo. Period uma concha que tínhamos em nossa profissão: a ideia de que um protocolo period para todos. Mas o erro veio das empresas. Lançaram um produto com protocolo único, ensinaram ao profissional e o profissional aprendeu assim. Aconselhamos sempre que o cliente que chega na cabine é único – tem um tipo de pele, uma perspectiva de resultado, uma condição financeira específica – e é basic que o profissional esteja preparado para personalizar o tratamento.

A capacitação do profissional é essencial para que ele tenha a capacidade de fazer essa personalização. Como você percebe essa formação em Minas?

Por ser uma área que está crescendo, que não tem crise, muita gente quer entrar na estética achando que é fácil. Não é fácil. Trabalhar com a pele é trabalhar com o ser humano. As faculdades vêm montando currículos mais elaborados, mais científicos. Mas tem que ser pesado, porque se eu não entender anatomia, fisiologia, citologia, se eu não entender cosmetologia, mecanismo de ação, não vou conseguir resultados. Estética nunca foi uma profissão onde você apenas pega um produto e aplica. Somos profissionais de saúde e temos essa responsabilidade.

O mundo vive em uma ditadura da beleza. Como você vê esse comportamento de pessoas que buscam a ‘perfeição’ a qualquer custo, expondo suas vidas a riscos até a morte?

Trabalhamos com beleza, não com a fábrica de beleza. Porque a fábrica de beleza impõe padrões, e isso pode levar à morte psicológica e até física. A pressão é tão grande que a pessoa não sabe o que fazer. Ela quer tanto esse padrão que se submete a qualquer coisa, a tratamentos com qualquer profissional, e se arrisca. Não podemos ficar presos nessa ditadura. Cada um tem sua essência. Você precisa estar bem consigo mesmo. Nossa saúde é uma tríade – alimentação, atividade física e cuidados estéticos. Trabalho na indústria cosmética, mas não na indústria da beleza. Acima de tudo, é saúde.

Com a pandemia, a estética caiu no mundo das redes sociais e do e-commerce. Como foi esse processo para a Biodermis?

Foi um processo de transformação, uma metamorfose, tanto para mim quanto para a empresa, colaboradores e clientes. Antes da pandemia, tudo period presencial: atendimento, consultas, cursos. Com a pandemia, precisamos nos adaptar. Então fomos aprender a trabalhar na web. Conseguimos fazer isso rapidamente. Fomos fazer lives, consultas personalizadas e treinamentos on-line. O cliente estava em casa, se protegendo, mas recebeu o atendimento. E muita gente se descobriu nesse serviço on-line – pode ser um skincare pessoal, mentoria, consultoria à distância – e aí a estética cresceu ainda mais.

É um movimento de mão única?

É um movimento sem fim. E eu acho extremamente interessante, porque você pode chegar em todos os lugares, atender várias pessoas. Não há limite. Enquanto estou ministrando um curso, palestra, posso atender meu cliente que está aqui, em São Paulo, Rio, Japão, em qualquer lugar do mundo, de forma rápida, prática e prazerosa. Eu me encontrei na web. Gosto muito das redes sociais, entregar conteúdo e agregar na vida dos profissionais através deste canal.

Quais são os planos de expansão da Biodermis?

Hoje temos pontos de venda de produtos em 12 estados brasileiros e temos sete países onde nossos produtos chegam por meio de profissionais reciclados ou treinados com Biodermis. Temos planos de abrir lojas físicas em outros países, mas queremos abrir mais lojas no restante do Brasil. Eu quero ganhar todo o Brasil.

Qual é a tendência no mundo da estética?

Uma das maiores tendências do mercado hoje é a harmonização – injetáveis ??e minimamente invasivos. Mas nosso cliente e os profissionais conseguiram entender que não é só harmonização. Não podemos harmonizar um rosto com botox, preenchedores, fios, se o paciente tiver melasma, zits, flacidez de pele. O cliente já percebeu que se não tiver um bom dermocosmético, não alcançará um resultado positivo. A harmonização tem uma vida útil – você injeta algo e com o tempo você o perde. Isto é um fato. O dermocosmético é um ativo que você aplica na pele e estimula sua célula, que está envelhecendo, a retomar seu funcionamento. É mais interessante do que injetar e injetar. Então, a maior tendência hoje são os cosméticos minimalistas de nanotecnologia.

Fonte: peninsulaplayersgrimsby

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