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Venda de genéricos segue com crescimento próximo de 10%

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venda de genéricos

 

A venda de genéricos nas farmácias brasileiras mantém ritmo aquecido, com crescimento próximo a 10%. A projeção é que esse avanço permaneça em 2023, tendência que deve se confirmar com a promessa de um Farmácia Popular mais encorpado.

Cerca de 85% dos medicamentos dispensados por meio do programa federal são dessa categoria. “Passados 23 anos da lei, o mercado de genéricos está consolidado no país”, declarou a presidente executiva da PróGenéricos, Telma Salles, em entrevista ao Valor Econômico. Dos 20 remédios com maior número de prescrições no país, 15 são genéricos.

De acordo com o último balanço da IQVIA, a venda de genéricos totalizou 1,8 bilhão de caixas nos últimos 12 meses até novembro, o que representou uma evolução de 8,92% na comparação com o período anterior. Em unidades, o crescimento é superior ao dos medicamentos de referência (6,41%), mas ainda inferior ao das versões similares (12%).

Os genéricos respondem por 35,3% da comercialização de unidades de medicamentos e o percentual sobe para 50% no caso das compras públicas. A representatividade é ainda maior nos tratamentos para colesterol (79%), hipertensão (73%) e ansiedade (72%). A lista dos campeões de venda inclui losartana, dipirona sódica, hidroclorotiazida, nimesulida, atenolol, sildenafila, enalapril, simeticona, paracetamol e sinvastatina.

Telma avalia que há espaço para a venda de genéricos crescer na mesma velocidade, o que está atrelado ao desempenho da economia e à incorporação de novos medicamentos. Para ela, os preços, em média, 35% mais baratos desses medicamentos incentivam a migração dos pacientes para tratamentos com remédios genéricos.

Venda de genéricos pode esbarrar na extensão de patentes

“O desafio para a venda de genéricos é estar sempre com moléculas para novas patologias”, afirmou. O processo até a chegada de novas moléculas é relativamente rápido. Mas o movimento de algumas farmacêuticas multinacionais na Justiça, em busca da extensão dos 20 anos de prazo para suas patentes, pode comprometer esse mercado.

No início de dezembro, segundo levantamento do Valor Econômico, mais de 40 ações de laboratórios tramitavam na Justiça Federal. A alegação para pleitear a extensão das patentes é a morosidade na análise por parte do INPI.

“Essas ações, felizmente, não têm prosperado. É um movimento natural de quem perde mercado, mas a lei está aí também para apoiar os marcos legais”, comentou.

 

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

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