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CEO da Bayer nega separação de negócios “no futuro próximo”

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CEO da Bayer
Foto: Divulgação

O CEO da Bayer, Bill Anderson, vive um momento delicado no comando da farmacêutica. Endividada após a aquisição problemática da Monsanto, a multinacional sofre pressão dos investidores para dividir sua atuação em três negócios. As informações são do Pipeline do Valor Econômico.

A visão dos investidores é de que, com as atuações no mercado farmacêutico, em saúde do consumidor e no agronegócio desmembradas, seria mais fácil negociar divisões pouco produtivas.

Mas apesar de a solução parecer simples, Anderson afirma que ela não será utilizada no curto prazo. “No curto prazo, a nossa resposta é ‘agora não’, o que não deve ser interpretado como nunca”, afirma.

As pedras no sapato do CEO da Bayer 

Segundo o executivo, quatro pontos deixam a Bayer “gravemente ferida” e impossibilitam uma divisão de negócios no momento:

  • Perda de exclusividade de medicamentos
  • Litígios
  • Endividamento
  • Burocracia hierárquica

“Esses quatro desafios limitam enormemente a nossa capacidade de escolher o nosso destino: seja como uma empresa de três divisões ou em partes menores”, lamenta.

Fora os entraves expostos, Anderson também destaca que, mesmo com investimentos ou abertura de IPO, os resultados demorariam de um ano e meio a dois anos para aparecer, sem falar na alavancagem alta, que dificultaria o acesso a financiamento.

Implicações da compra da Monsanto 

Para o CEO da Bayer, um dos maiores problemas enfrentados pela farmacêutica ainda é o reflexo da compra da Monsanto. A empresa alemã aportou US$ 63 bilhões para comprar a empresa americana, que se envolveu em um escândalo de saúde pública dois meses depois do negócio.

Além de arcar com os processos que ligavam um herbicida da companhia norte-americana com casos de câncer, a indústria viu seu valor de mercado despencar e hoje representar menos da metade do que foi pago no negócio, apenas € 27 milhões (R$ 145 milhões).

Solução virá em até três anos 

Apesar do desafio, Anderson acredita que, em até três anos, a Bayer conseguirá voltar aos eixos. Para tal, a aposta é o contingenciamento de gastos.

A farmacêutica reduziu seus dividendos para o mínimo legal permitido pela justiça alemã e cortará despesas organizacionais em € 2 bilhões (R$ 10,8 bi). Atualmente, a dívida da multinacional é de € 34,5 bilhões (R$ 185,6 bi).

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