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Farmacêuticas abrem capital e renovam portfólio

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Farmacêuticas avançam com abertura de capital e portfólio renovadosil detém 60% do varejo farma latino-americano

Responsável por 59% do faturamento da indústria farmacêutica na América Latina, o Brasil ganhou relevância no mapa dos investimentos do setor. E não é exagero afirmar que 2021 marcou um novo ciclo para os laboratórios que atuam no país, graças a um movimento de consolidação financeira e renovações no portfólio.

Rumo ao mercado de ações

Inclusive, o ano começou e terminou com notícias sobre abertura de capital. Em fevereiro, a Blau deu início ao processo de IPO com a meta de levantar recursos para centros de coleta de plasma nos Estados Unidos e expandir operações na América Latina, onde mantém cinco subsidiárias. Já no dia 17 de dezembro, foi a vez de a Eurofarma entrar com um pedido de registro de companhia aberta. É mais uma aposta do laboratório para se aproximar da liderança no setor após injetar R$ 420 milhões em P&D e se tornar, no Brasil, a fabricante exclusiva da vacina da Pfizer contra a Covid-19.

Negócios entre farmacêuticas

No que se refere às mudanças no mix de produtos, poucos anos foram tão intensos como este 2021, mas com um detalhe. As farmacêuticas promoveram essa renovação olhando para o lado, literalmente. As trocas de portfólio entre os laboratórios deram o tom ao ano. Só as cinco principais transações movimentaram em torno de R$ 2,4 bilhões.

Indústria prevê alta radical no preço de medicamentos e saída de empresas
Henrique Tada (Alanac) e Nelson Mussolini (Sindusfarma): multinacionais voltam-se para medicamentos de maior valor agregado e abrem novos nichos para as brasileiras

 

A própria Eurofarma deu o pontapé inicial ao adquirir 12 MIPs da Hypera Pharma, que por sua vez efetivou a compra de 12 marcas da Sanofi, entre as quais AAS e Cepacol. A União Química incorporou nove hormônios femininos da Bayer e, de quebra, a fábrica da companhia alemã na capital paulista. A EMS também foi ao mercado e comprou a família Caladryl, da Cellera Farma. Outra protagonista do ano foi a FQM, que se transformou na representante exclusiva da marca Floratil no Brasil com a expectativa de elevar a receita em 30% já nos primeiros 12 meses de operações.

As entidades setoriais enxergam nessa tendência um claro movimento das multinacionais, que vêm se desfazendo de produtos maduros e abrindo um novo caminho para as brasileiras. “Os laboratórios estrangeiros estão mirando projetos de desenvolvimento de medicamentos com grande valor agregado, que têm volume menor mas um faturamento elevado”, avalia Henrique Tada, diretor executivo da Alanac. “É a racionalização de negócios para melhor usar o capital humano, pois, muitas estão se focando em áreas de especialidades”, entende Nelson Mussolini, presidente executivo do Sindusfarma.

Fôlego para aportes em inovação

O Sindusfarma, aliás, promoveu um importante estímulo à modernização da indústria ao lançar oficialmente a Rede Brasileira de Inovação Farmacêutica. A iniciativa visa a fomentar projetos de novos medicamentos no país e tende a ganhar fôlego com medidas como a autorização do STF para a quebra de 3,4 mil patentes.

Essa notícia foi celebrada por Reginaldo Arcuri, presidente-executivo do Grupo FarmaBrasil, “Um estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) projeta a redução de pelo menos 35% no valor dos medicamentos e evitaria prejuízos ao SUS”, destaca.

A mudança na legislação também pode abrir portas para a produção de genéricos inovadores, como aconteceu com a versão do anticoagulante rivaroxabana, da EMS. “Agora estamos em linha com outros países e vejo possibilidades promissoras especialmente para o tratamento do câncer e de doenças do sistema nervoso central”, comenta Telma Salles, presidente executiva da PróGenéricos.

Evolução em dois dígitos

Os indicadores da IQVIA reforçam a consistência da indústria farmacêutica, que faturou R$ 130,6 bilhões considerando o período de janeiro a novembro. O incremento foi de 14,2% em relação ao mesmo intervalo de 2020, com alta de dois dígitos em todas as regiões. Destaque para o eixo Paraná-Santa Catarina (20,3%) e o Centro-Oeste (19,3%). Dos dez maiores laboratórios em faturamento, oito cresceram acima de 10% e sete são empresas de capital nacional.

TOP 10 INDÚSTRIA FARMACÊUTICA

EMPRESA RECEITA (R$ BI) AVANÇO %
Grupo NC/EMS 17,7 17,5
Hypera Pharma 11,4 15,5
Eurofarma 10,5 13,5
Sanofi 7,7 5,9
Cimed 6,5 13,4
Aché 6,4 10,9
Novartis 5,8 4,3
Biolab 3,1 11
GSK 3 11,7
Teuto 3 20,5

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico


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