Faturamento de anti-hipertensivos cresce 7% no primeiro tri
por Adriana Bruno em
O mercado de medicamentos para hipertensão iniciou 2026 em ritmo de expansão, segundo levantamento da Interplayers. Entre janeiro e março, o segmento registrou crescimento de 7% no faturamento e de 9% no volume de unidades comercializadas, indicando um começo de ano mais aquecido para a categoria.
No recorte móvel de 12 meses — de abril de 2025 a março de 2026 —, porém, a evolução foi mais moderada. O faturamento avançou 3%, enquanto o volume apresentou leve retração de 1%, sinalizando maior estabilidade do mercado no período ampliado.
Entre os principais mercados, São Paulo apresentou alta de 7% no faturamento no acumulado de abril de 2025 a março de 2026, apesar da queda de 2% em unidades. Já no primeiro trimestre deste ano, o desempenho foi mais robusto, com crescimento de 10% em faturamento e de 4% em unidades comercializadas.
No Rio de Janeiro, o período móvel de 12 meses mostrou estabilidade, com avanço de 1% no faturamento e retração de 6% no volume. No entanto, o estado demonstrou recuperação no acumulado de janeiro a março de 2026, com alta de 8% em faturamento e de 2% em unidades.
Nas demais unidades da federação, os resultados variaram de forma mais acentuada. Rondônia liderou a expansão do faturamento no primeiro trimestre, com crescimento de 33%, enquanto Roraima registrou retração de 17% no mesmo período, evidenciando diferenças relevantes no comportamento regional do mercado.
Desempenho de outras regiões
Sob a ótica regional, o Sul liderou o desempenho no acumulado do primeiro trimestre, com avanço de 10% no faturamento, impulsionado sobretudo pelo Rio Grande do Sul, que cresceu 16%. O Sudeste também apresentou resultado positivo, com expansão de 9% no faturamento e de 3% em unidades.
Para Everton Paloni, Gerente de Inteligência de Negócios e Mercado da ECS, empresa parceira da Interplayers, o avanço observado no início do ano requer análise cuidadosa. “O crescimento em unidades no início do ano não necessariamente indica continuidade do tratamento, mas reflete o aumento da prevalência da hipertensão e de fatores de risco, como a obesidade e o envelhecimento da população”, diz. Ainda segundo ele, esse cenário ajuda a explicar a maior demanda por medicamentos e reforça a importância de ampliar o acesso ao tratamento e acompanhar essas tendências, considerando também as diferenças regionais.