Pharlab apresenta novas embalagens que unem design e funcionalidade

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Pharlab
Foto: Divulgação

A farmacêutica brasileira Pharlab que completa 25 anos neste mês de março, anuncia a modernização das embalagens de suas mais de 160 apresentações de medicamentos. A mudança contempla todos os formatos, desde cartucho, bisnaga, blíster e frasco, e possibilita identificar mais facilmente seu portfólio nas cerca de 80 mil farmácias onde a empresa está presente.

O novo layout combina elementos visuais, uma iconografia exclusiva e design que facilitam a visualização dos produtos. Além disso, proporciona uma melhor experiência ao consumidor, com apelo estético e funcionalidades que colaboram para a adesão correta ao tratamento.

“A embalagem é o principal ponto de contato com o paciente na loja física. Por isso repensamos todo o design para fortalecer a presença da marca e aprimorar o diálogo das farmácias com os clientes. Com informações mais claras, asseguramos maior visibilidade ao medicamento e fidelizamos o paciente”, explica Rachel Chamusca, gerente de marketing da Pharlab.

A transição para as novas embalagens começou em fevereiro e será implementada gradualmente nas farmácias. O destaque está na tabela posológica, com melhor organização das informações e uso correto do produto.

“Estamos reafirmando nosso compromisso com a saúde, fortalecendo a presença no varejo farmacêutico, indo além da eficácia dos nossos produtos, gerando atenção ao paciente e apoio na atenção farmacêutica, em conformidade com as indicações regulatórias. Nossa essência inovadora está presente em cada detalhe, inclusive na forma como entregamos nossos produtos”, conclui o gerente técnico Kerlon Pureza.

Distribuição: Sistema próprio de distribuição e parceria com distribuidoras regionais
Diretor comercial e de excelência comercial: Rafael Tavares – rafael.tavares@pharlab.com.br e (37) 99969-6708

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Acionista dobra participação na Hypera Pharma

Hypera
Movimento visa proteger laboratório de investida hostil de concorrente / Foto: Divulgação

Para evitar novas ofertas de aquisição, a Votorantim SA ampliou sua participação na Hypera Pharma. Agora, a acionista detém 11% das ações da farmacêutica. As informações são do Valor Econômico.

Essa não é a primeira vez que um dos principais investidores do laboratório adota a estratégia. No passado recente, o fundador da companhia, João Alves de Queiroz Filho (Junior), aumentou sua participação acionária duas vezes.

Segundo formulário de referência da empresa divulgado no fim de fevereiro, a Votorantim detinha pouco mais de 5% dos papéis ordinários. De acordo com a carta do conglomerado industrial, a companhia irá “iniciar um diálogo com os atuais acionistas controladores da Hypera sobre seu eventual papel na governança”. O objetivo é chegar a uma possível participação no acordo de acionistas e a indicação de candidatos ao conselho de administração.

Novo acordo de acionista é articulado desde o começo do mês 

Ainda no último dia 5, Junior já se articulava para montar um novo acordo de acionistas na Hypera. Segundo informações da coluna Broadcast, o empresário debatia a possibilidade com a Votorantim e também com o fundo mexicano Maiorem.

Os três acionistas, juntos, detinham 47,1% do controle da farmacêutica e uniriam esforços no intuito de ampliar essa presença para mais de 50%. Com a fatia majoritária do negócio (garantida com a movimentação da Votorantim) e um novo acordo, o grupo passaria a votar em bloco matérias de interesse, reduzindo o apetite de potenciais compradores.

Hypera quer se blindar contra a EMS 

Os recentes aumentos de cotas dos acionistas da Hypera têm um motivo bem definido: frear qualquer pretensão da NC Farma – controladora da EMS – de unir os negócios.

No último mês de outubro, o Grupo NC enviou uma oferta pública de aquisição (OPA) de até 20% da concorrente, o que foi considerado “hostil” pelo laboratório. O negócio previa o pagamento de R$ 30 por ação, o que representava um prêmio de 39% sobre o preço dos papéis na época.

O Conselho da companhia rejeitou a proposta, alegando que o portfólio de genéricos da pretendente não estaria “alinhado com os segmentos” estratégicos para seu negócio, além de destacar significativas diferenças na governança coorporativa de ambas as empresas.

O comunicado ao mercado também afirmou que a proposta foi feita “de forma não solicitada” e que subestimava o valor da Hypera.

Imprensa aponta conversa antiga, mas acelerada com queda de ações

Segundo apurações do Pipeline do Valor Econômico, ambas as farmacêuticas conversavam há meses sobre uma possível combinação de negócios. O ponto de atrito foi que, com a queda no preço das ações da segunda durante 2024, o empresário Carlos Sanchez, CEO da EMS, se adiantou ao fazer a proposta oficial. Apesar do entrave, o executivo “rival” ainda detém cerca de 5% da concorrente.

Eli Lilly prevê lançar Mounjaro no Brasil ainda em 2025

MONJAURO NO BRASIL,Monjauro, medicamento para emagrecer, Elil Lilly
Foto: Divulgação

A Eli Lilly aposta no lançamento do Mounjaro no Brasil como estratégia para alavancar as vendas do medicamento para diabetes, também utilizado de forma off label para o controle do peso. Em evento nesta segunda-feira, dia 10, um dos diretores da farmacêutica norte-americana revelou a projeção de iniciar as vendas no país no segundo semestre de 2025.

Ver também: Mounjaro nas farmácias já tem data definida em 2025

O objetivo é que o Mounjaro esteja disponível nos principais países emergentes do mundo, incluindo Índia e México. “O tamanho desse mercado é significativo. Estamos falando de 900 milhões de pacientes que poderiam se beneficiar do medicamento”, afirmou o diretor financeiro Lucas Montarce, em conferência para analistas e investidores durante a Leerink Partners Global Healthcare Conference.

Também conhecido como tirzepatida, o Mounjaro já é comercializado com a indicação para o tratamento do diabetes tipo 2 no mercado internacional. Já o Zepbound,  produzido com o mesmo princípio ativo, tem foco no tratamento da obesidade. No ano passado, a Eli Lilly havia promovido o lançamento na China, mas com estoque limitado. No entanto, ao ver o resultado da concorrente Novo Nordisk, que iniciou a comercialização do Wegovy em novembro, a farmacêutica projeta incrementar o volume disponível no gigante asiático.

Mounjaro no Brasil acompanha meta de até US$ 61 bi em vendas

O Mounjaro no Brasil pode ser determinante para a Eli Lilly cumprir sua ambiciosa meta de faturamento neste ano. A companhia prevê que o medicamento deve movimentar de US$ 58 bilhões (R$ 335 bilhões) a US$ 61 bilhões (R$ 353 bilhões) neste ano.

A faixa de preço do fármaco já teria até sido definido por autoridades brasileiras, conforme noticiado pelo Panorama Farmacêutico. Publicada em abril do ano passado, uma lista de reajuste nos preços dos medicamentos garantiu que, quando fosse comercializado no país, o Mounjaro poderia custar de R$ 1.677,10 a R$ 3.782,17, a depender da embalagem.

Desde 2020, os investimentos do laboratório para aumentar a produção do medicamento para diabetes tipo 2 ultrapassaram US$ 23 bilhões (R$ 133 bilhões), por meio das fábricas localizadas nos Estados Unidos e também na Espanha, Irlanda e Itália.

Eli Lilly mira faturamento trilionário

Apesar da concorrência da Novo Nordisk, a Eli Lilly acredita que poderá assumir a dianteira no mercado de medicamentos utilizados para o emagrecimento. Para tanto, sua aposta se concentra em alto volume de produção e remédios inovadores. Enquanto fortalece suas plantas produtivas com investimentos elevados, a farmacêutica também estuda novas opções de tratamento.

O valor de mercado da empresa aproxima-se de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5,8 trilhões), de acordo com projeções de analistas consultados pelo Financial Times.

Pesquisa revela que 70% das empresas usam WhatsApp

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Aplicativo tem mais de 147 milhões de usuários ativos só no Brasil / Foto: Freepik

O WhatsApp já é lugar comum no celular dos brasileiros, afinal, são mais de 147 milhões de usuários ativos só no país. Mas, segundo um estudo da RD Station, as empresas também estão abraçando mais e mais o aplicativo de mensagens instantâneas.

Segundo o Panorama de Marketing e Vendas 2024, da RD Station, 70% das empresas do Brasil usam a plataforma como parte de suas estratégias comercias e de relacionamento com os clientes. E essa é uma tecnologia que tem se mostrado democrática também.

Isso porque, não importa o porte do negócio, por ser gratuito, o app se faz presente. A diferença que pode ser notada diz respeito à forma como ele é usado.

WhatsApp poder manual ou automatizado 

Segundo a pesquisa, as empresas de maior porte já se utilizam de ferramentas de automação e recursos de IA para o manuseio do WhatsApp. Mas essa ainda não é uma realidade difundida.

Afinal, 45% das companhias enviam mensagens manualmente, seja de forma individual ou por meio de listas de transmissão. A prática, apesar de ter menos custos agregados, acaba limitando a capacidade de atendimentos.

Biomm fecha parceria para produção de insulina no Brasil

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Fármaco será distribuído no SUS – Foto: Canva

A farmacêutica Biomm anunciou que conseguiu autorização para produzir insulina no Brasil. A confirmação veio por meio de um retorno do Comitê Técnico de Avaliação em parceria com o Comitê Deliberativo das Propostas de Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP), que analisavam uma solicitação da empresa. As informações são do portal Dikajob.

O acordo envolve a farmacêutica brasileira, o Bio-Manguinhos (Fiocruz) e a Gan & Lee, maior produtora de insulina glargina da China, que será responsável pela transferência da tecnologia da potência asiática às unidades fabris das companhias brasileiras em Nova Lima (MG) e na região metropolitana de Fortaleza (CE), respectivamente.

Acordo abastecerá mercado de insulina no Brasil

A importação desses recursos possibilitará a produção da Insulina Glargina no país, que conta com mais de 20 milhões de diabéticos segundo estimativa da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). O produto final será distribuído pelo SUS, como estipula o acordo assinado entre as partes e o Ministério da Saúde.

Venda de medicamentos de referência mais que dobra na Integração Farma

Medicamentos de referência
Trimestre encerrado em janeiro de 2025 também foi de avanço na categoria / Foto: Freepik gerado com IA

Os medicamentos de referência começaram 2025 fortalecendo sua relevância na atuação da Rede Integração Farma. A entidade, composta por distribuidoras regionais que atendem 40% das farmácias e 76% dos municípios do país, conseguiu dobrar as vendas da categoria.

No primeiro mês do ano, a comercialização desses remédios cresceu 128,55% no comparativo com 2024. No trimestre finalizado agora em janeiro, o avanço também foi considerável, com crescimento de 104,29% em relação ao mesmo período anterior.

“Esse avanço demonstra que os distribuidores regionais também conseguem trabalhar muito bem com essa categoria de produtos, fazendo-a chegar às farmácias independentes com rapidez e agilidade”, aponta o diretor executivo, Geraldo Monteiro.

Medicamentos de referência ganham corpo, mas genéricos são carro-chefe

Os genéricos ainda seguem como protagonistas no negócio da Integração Farma. Afinal, eles representam 34% do valor total de vendas de medicamentos realizadas pelas distribuidoras vinculadas à entidade.

No trimestre finalizado em janeiro, o crescimento foi de 11,55% e, apenas no primeiro mês do ano, o avanço foi de 31,09% No comparativo com dezembro de 2024, também houve ganho, no caso, de 10,15%.

Farmácias independentes são 61% dos clientes

As farmácias independentes são as mais presentes na carteira de clientes da Integração Farma, representando 61,3% do montante total. “Elas precisam muito do apoio do distribuidor, que é o grande fomentador e apoiador para sua sobrevivência e fortalecimento. Por isso, nosso grupo tem ajudado esses empreendedores fornecendo um melhor mix de produtos, crédito, treinamento, entre outras iniciativas”, afirma o executivo.

Novex entra na trend do pistache

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Foto: Divulgação

Surfando na onda do momento, o Novex Gelato de Pistache é um creme de tratamento ultraprofundo, que promove um efeito de brilho espelhado com oito benefícios para o cabelo.

Para entregar resultado de salão e deixar os fios resistentes, a Novex desenvolveu uma fórmula com as propriedades nutricionais do pistache, rica em vitaminas e ativos. Em apenas três minutos, o lançamento transforma a estrutura capilar e deixa as madeixas saudáveis.

Resultados do Novex Gelato de Pistache

  • Revitalização imediata – renova profundamente a fibra capilar
  • Nutrição – transforma os fios de dentro para fora
  • Resistência – fortalece e cria uma barreira protetora contra danos
  • Brilho espelhado – perceptível na primeira aplicação
  • Suavidade – deixa o cabelo sedoso e delicado
  • Controle de frizz – também acaba com as pontas duplas
  • Proteção – cria uma barreira contra agentes externos e umidade excessiva
  • Hidratação – tratamento intenso, que conserva a umidade natural

Indicado para todos os tipos de cabelos, o creme tem uma deliciosa fragrância de pistache e um toque mentolado que dá aquela sensação de “geladinho” no couro cabeludo.

Distribuidora: sistema próprio de distribuição
Gerente de marketing e produto: Thatiana Rosa – trademarketing@embelleze.com ou (21) 96900-4531

Nova fábrica da Liv Health triplicará capacidade produtiva

NOVA FÁBRICA DA LIV HEALTHLiv Health, suplementos, vitaminas, nutracêuticos
Os sócios Ednaldo Bacelar, Carlos Rangel e Ramon Ferraz trabalham com a meta de triplicar o faturamento com nova unidade | Foto: Divulgação

Fruto de um investimento milionário, a nova fábrica da Liv Health terá grande impacto no volume de negócios da companhia. Especializada em terceirização de marcas próprias, a fabricante de suplementos e vitaminas triplicará sua produção com a planta.

Natural de Votorantim, interior de São Paulo, a empresa expande seu alcance e finca bandeira em Araçoiaba da Serra (SP), a 20 quilômetros de distância da sede. “Hoje produzimos 17 mil potes de encapsulados por dia. Só na nova unidade, serão 50 mil”, revela Ramon Ferraz, sócio-proprietário e diretor geral.

Em 2024, o faturamento da companhia apresentou um avanço de 70% em comparação com o ano retrasado. Com a produção ampliada, a expectativa é triplicar a receita. A nova fábrica é apenas a primeira etapa de um projeto mais ambicioso – a centralização da operação na nova cidade. “Já temos um terreno próprio de 12 mil m² que viabilizará esse processo nos próximos dois anos”, conta.

Liv Health
Liv Health planeja centralizar sua operação em Araçoiaba da Serra (SP) – Foto: Divulgação

Nova fábrica da Liv Health reforçará operação

A jovem empresa, fundada em 2021, ganhou corpo no canal farma com base na experiência de seus gestores. Do grupo de sócios, Ferraz é o que está ligado ao mercado de suplementação há mais tempo. Em seus 16 anos no setor, acumula passagens por grupos como Vitafor.

O primeiro boom da fabricante ocorreu entre 2022 e 2023, quando o faturamento avançou 400%. “Hoje, entre as diferentes apresentações que trabalhamos, produzimos 340 mil potes por mês em Votorantim. Planejamos chegar a 400 mil nesta unidade ainda em 2025, mas conseguimos ampliar até 450 mil, de acordo com a necessidade do cliente”, explica.

Liv Health
Companhia produz 340 mil potes em Votorantim (SP) – Foto: Divulgação

Portfólio é composto por gigantes nacionais e internacionais 

Na carteira da Liv Health, destacam-se projetos de diferentes braços do canal farma e do mercado de nutrição. “Produzimos a marca própria da Carvalho & Bittencourt, assim como a Mundo Verde, Bio Mundo, Good Vit – da Núcleo Farma- e os produtos da marca do Ronnie Coleman no Brasil”, conta Ferraz.

A companhia atende regularmente mais de 180 clientes – dos quais 70% são do canal farma – e totaliza mais de 1,5 mil SKUs. “Cada uma das marcas sob nossa responsabilidade tem identidade única, sem modelos pré-concebidos”, ressalta. O portfólio inclui produtos em cápsula dura, softgel, pó solúvel, comprimidos, gomas, gotas e líquidos.

Liv Health
“Cada uma das marcas sob nossa responsabilidade tem identidade única, sem modelos pré-concebidos” – Foto: Divulgação

Companhia marcará presença no Abradilan Conexão Farma 

A Liv Health fará parte de um dos maiores encontros do setor farmacêutico brasileiro, o Abradilan Conexão Farma. Em sua 19ª edição, a feira acontecerá entre os dias 18 e 20 de março, oferecendo 45 horas de palestras e reunindo 27 mil executivos do setor.

“Estaremos lá para mostrar nosso know-how, nossos cases de sucesso e com a expectativa de angariar novos negócios”, garante. O estande da fabricante é o A175, localizado na esquina da Rua A com a Rua 11.

Para mais informações, entre em contato pelo WhatsApp: (15) 9 9807-1124

Estudo indica medicamentos mais lucrativos de 2024

MEDICAMENTOS MAIS LUCRATIVOS,Medicamentos, indústria farmacêutica
Foto: Canva

Levantamento da Statista revela quais foram os medicamentos mais lucrativos de 2024. O estudo estimou o total arrecadado com as vendas globais dos fármacos, considerando que os balanços financeiros do ano passado ainda não foram anunciados. A análise é um importante indicativo de tendências de consumo, apontando as áreas terapêuticas que geram maior demanda na indústria farmacêutica

O segmento que mais se destacou foi o de oncologia, emplacando três posições no pódio. O Keytruda, produzido pela MSD, lidera o ranking com previsão de quase R$ 160 bilhões em vendas. O Darzalex, da Johnson & Johnson; e o Opdivo, fruto de parceria da BMS com a Ono Pharmaceutical, são os concorrentes que figuram no top 10.

“Além de ser uma doença em alta, muitos remédios contra o câncer combatem vários tumores, o que ajuda a elevar a lucratividade”, pontua Glauco Marcondes, diretor de specialty care da Close-Up International.

A segunda posição ficou com o Ozempic. O medicamento da Novo Nordisk pode ter acumulado R$ 92,9 bilhões em vendas. “Embora o medicamento tenha se tornado referência no combate ao diabetes, seu uso off-label vem sendo mais difundido que a função primária, graças aos seus supostos benefícios para a perda de peso”, destaca Wilton Torres, fundador da plataforma de consulta de medicamentos Farmaindex.

O Dupixent, da Sanofi, fechou o pódio com projeção de R$ 77,8 bilhões em volume de negócios. O remédio de injeção subcutânea é utilizado no tratamento da asma grave e uma caixa de 200 ml pode custar quase R$ 10 mil.

Projeção de faturamento dos medicamentos em 2024
(em R$ bilhões)

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Fonte: Statista

Concorrência “ameaça” medicamento mais vendido do mundo

MEDICAMENTO MAIS VENDIDO DO MUNDOIvonescimab, Akeso, medicamentos, Keytruda
Foto: Freepik

Medicamento mais vendido do mundo, o Keytruda (pembrolizumabe), da MSD, tem como responsável pelo sucesso as suas indicações para o tratamento de diferentes tipos de câncer. Mas esse reinado está ameaçado por um concorrente chinês.

Trata-se do ivonescimabe, da empresa de biotecnologia Akeso. Segundo dados clínicos divulgados na Conferência Mundial sobre Câncer de Pulmão, o tempo demandado para que o tumor voltasse a crescer com a terapia asiática é quase o dobro em comparação ao blockbuster da MSD. Em média, o tratamento conteve o tumor por 11,1 meses, bem superior aos 5,8 meses de efeito do pembrolizumabe.

O medicamento já foi aprovado pelo órgão regulador chinês para alguns tipos de câncer de pulmão, mas ainda não conta com aprovações internacionais. Um ensaio global está em andamento e deve ser finalizado ainda em 2025.

Medicamento mais caro do mundo movimenta quase R$ 750 mi

O sucesso inicial do ivonescimabe pode indicar que o Keytruda ganhou um oponente à altura. E o mercado de atuação do medicamento é bem valioso. O segmento de oncologia movimenta em torno de US$ 130 bilhões por ano (R$ 747,2 bilhões). Com tamanho potencial, o mercado financeiro já voltou seu olhar para a Akeso.

Em setembro do ano passado, a Summit Therapeutics, farmacêutica norte-americana parceira da biotech chinesa e que licenciou o direito de comercializar o medicamento na América do Norte e na Europa, viu suas ações saltarem. Na ocasião, os papéis mais que dobraram de valor.

A empresa de biotecnologia, por sua vez, não está satisfeita. Em entrevista à Biotech TV, a CEO, Michelle Xia, afirmou que a companhia quer ganhar mercado. “Eu acredito que a indústria de biotecnologia chinesa desempenhará um papel importante globalmente. E nós iremos participar cada vez mais”, afirmou.

Biotecnologia chinesa está em ascensão

Apesar de a economia chinesa ter permanecido fechada até a década de 1980 e de a maioria das farmacêuticas do país serem estatais naquele momento, os últimos dez anos foram de grande avanço. Depois de quatro décadas, o foco das companhias mudou, visando à busca de terapias inovadoras.

Além do desenvolvimento interno, as empresas da China também vêm assinando contratos bilionários com farmacêuticas tradicionais. Um exemplo é a AstraZeneca, que fechou acordo com o CSPC Pharmaceutical Group no ano passado, no valor de US$ 1,92 bilhão (R$ 11 bilhões).

A própria MSD também busca o auxílio de companhias da China para ampliar seu portfólio. Para ingressar no mercado de obesidade, a farmacêutica deve desembolsar mais de R$ 12 bilhões para comercializar o HS-10535, da Hansoh Pharma.

“Sabíamos que a indústria de biotecnologia estava crescendo muito rapidamente na China, mas ela não era vista como ameaça real aos laboratórios inovadores dos Estados Unidos. Agora essa evolução está se tornando real, com o desenvolvimento de medicamentos de última geração”, explica a analista farmacêutica da empresa de investimentos AB Bernstein, Rebecca Liang.