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Poupafarma terá que quitar dívida com funcionários

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Poupafarma
Divulgação: Poupafarma

A Poupafarma acaba de receber uma condenação judicial que obriga a rede a pagar as rescisões trabalhistas de seus 1,4 mil funcionários. A decisão é da 5ª Vara do Trabalho de Santos e atendeu a uma ação do Ministério Público do Trabalho.

O juiz Wildner Izzi Pancheri assinou a sentença, que ainda pode ser questionada pela empresa. Segundo informações da TV Tribuna, a Poupafarma deverá quitar a multa de 40% sobre o FGTS, além de pagar o aviso prévio, o 13º salário proporcional, as férias vencidas e proporcionais, os vencimentos de janeiro e os seis dias iniciais de fevereiro – após esse período, as lojas da rede permaneceram fechadas.

A decisão judicial também prevê que a rede deve fornecer as guias para os trabalhadores solicitarem o saque do fundo de garantia, além de ingressarem com o processo de seguro desemprego. O não cumprimento dessas medidas poderá levar a Poupafarma a pagar multa de até R$ 1,4 milhão – o equivalente a R$ 1 mil por funcionário.

Poupafarma fechou lojas no início de fevereiro

A Poupafarma suspendeu a operação de todas as suas 76 lojas na Região Metropolitana de São Paulo, litoral e interior, que amanheceram fechadas no início de fevereiro. Controlada pela InvestFarma, a rede passou a conviver com dificuldades financeiras no período da pandemia, alegando também enfrentar obstáculos ocasionado pela pressão dos juros sobre as cadeias de abastecimento e a ruptura de estoques com a falta de medicamentos.

A Poupafarma entrou com pedido de recuperação judicial e trabalha para cortar custos, o que envolveria a demissão de 1.200 funcionários e colaboradores e vender todas ou parte dos seus ativos.

A rede argumentava que essa decisão serviria para “reorganizar sistemas, operações e padrões de abastecimento”, com o objetivo de evoluir para um modelo multicanal. Mas os fatos seguintes revelaram o contrário, com o pedido de falência da distribuidora ligada ao grupo e da farmáca digital Farmadelivery.

A empresa não apresentou, até o momento, nenhuma previsão de pagamento das verbas rescisórias, dos salários e demais direitos em atraso.

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