Processo seletivo por competências é chave para melhorar contratações
Entenda como lapidar recrutamento a partir da análise combinada de habilidades técnicas e comportamentais
por César Ferro em
Hoje, como sua farmácia recruta profissionais no mercado? A depender da metodologia empregada, essa rotina pode estar sendo uma das motivações para o elevado turnover. Nesse contexto, o processo seletivo por competências ganha relevância.
A prática propõe a seleção de colaboradores não apenas com base na experiência formal, mas também a partir de uma minuciosa aferição de competências técnicas e características comportamentais aderentes à vaga.
A técnica pode não parecer tão inovadora, mas sua aplicação começa já na divulgação da oferta de emprego. “Não basta dizer que procura um especialista. É preciso elencar as competências que esse profissional deve apresentar para atuar no dia a dia”, explica Rebeca Garcia Galvão, analista de RH da Procfit.
Processo seletivo por competências amplia assertividade
De acordo com a especialista, o modelo tradicional que analisa as experiências anteriores presentes no currículo tende a ser raso. Já quando o foco recai sobre as competências, torna-se mais viável identificar o candidato mais adequado para a vaga.
“O turnover começa antes mesmo da contratação. Quando a seleção é equivocada, aumentam significativamente as chances de desligamento”, alerta. Outros benefícios apontados incluem a otimização do SLA (tempo entre a abertura da vaga e a contratação) e a aceleração da curva de aprendizado do novo colaborador.
“O uso de filtros baseados em competências ajuda a lidar com grande número de candidaturas, tornando o processo mais ágil. Além disso, ao selecionar um profissional mais alinhado com a vaga, a tendência é que sua curva de aprendizado seja mais rápida do que a de alguém menos preparado”, acredita Rebeca.
Quais competências o gestor deve buscar?
Também é fundamental equilibrar competências técnicas e comportamentais. Um farmacêutico, por exemplo, precisa ter formação acadêmica e domínio de temas como interações medicamentosas, mas também deve ser uma pessoa comunicativa, já que lidará diretamente com o público.
“Em muitos casos, é até mais relevante priorizar competências comportamentais. Processos podem variar entre empresas, o que exige adaptação e treinamento. Já características como resiliência não são desenvolvidas do dia para a noite”, afirma.
Tecnologia e IA fecham o pacote
Por fim, a analista destaca que as farmácias já podem recorrer a sistemas de acompanhamento de candidatos potencializados por IA. Essas ferramentas auxiliam na triagem e também na transcrição de entrevistas.
“O Cosmos Pro é um exemplo. A ferramenta reduz o trabalho operacional, mas o olhar analítico e a decisão final continuam sendo responsabilidades do recrutador”, conclui.