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Unifabra almeja R$ 4 bilhões de faturamento até 2025

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Unifabra
Setor de distribuição prestigiou apresentação dos planos da Unifabra. Na foto, Ivan Coimbra (Abradilan), Edu Rocha, Juarez Borges e Oscar Yazbek (Abafarma). Foto: Jéssica da Conceição

A Unifabra acaba de criar uma estrutura de gestão profissionalizada com a meta de ser a principal voz das pequenas e médias redes do varejo farmacêutico nacional. Até 2025, a entidade planeja dobrar de tamanho, ter representatividade em todas as unidades da Federação e somar R$ 4 bilhões de faturamento.

Atualmente, a associação congrega 16 redes que administram 373 lojas e, juntas, acumulam receita de R$ 1,8 bilhão e crescem acima da média do varejo farmacêutico. No ano passado, o faturamento avançou 23% na Região Sudeste e 27% no Sul, bem acima dos 20% de incremento das franquias e bandeiras associativistas e dos 15% das grandes redes.

Se fosse uma empresa, a Unifabra figuraria entre as dez maiores do setor e alcançou esse patamar com presença em apenas sete estados. O volume de negócios majoritário – 73% – está no Sudeste (Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, pela ordem de faturamento). Também atua na Região Sul (Paraná e Rio Grande do Sul), além de estar no Ceará e em Rondônia.

“Podemos ir muito além do papel institucional, ao prover para o pequeno e médio varejo ferramentas e inteligência de mercado que permitam o real desenvolvimento dessas empresas”, comenta o CEO Edu Rocha.

Respaldado por quase 30 anos de experiência profissional na indústria farmacêutica, no varejo online e na consultoria IQVIA, Rocha iniciou seu ciclo na associação em outubro de 2022. Ele lidera um núcleo executivo estruturado pelo conselho diretivo da entidade, presidido por Juarez Borges, da Rede Nacional. Também foi formada uma célula específica para estratégias comerciais, constituída por donos de redes associadas.

“Recrutamos uma equipe com nomes de mercado, que certamente ajudarão a preencher uma lacuna de representatividade existente entre as PMEs do setor”, destaca Borges. “Mas nosso foco é agregar redes com donos que estejam dispostos a preservar sua identidade, sem partir para alternativas como a conversão de bandeira que preconiza o modelo associativista. Não queremos ser uma central de negócios”, reforça.

Unifabra vê pulverização do setor como motor para crescer

Com evolução média na casa de 20% nos últimos três anos, a Unifabra já detém 13% de share em municípios de até 50 mil habitantes e 9% em cidades médias com população máxima de 300 mil. “Temos estofo para avançar nessas localidades, mas também enxergamos potencial para ganhar espaço nas metrópoles e grandes municípios. Estamos falando de um setor pulverizado, com muitas farmácias carentes de instrumentos avançados de gestão”, acredita Rocha.

Dados do Sebrae ajudam a corroborar a visão do executivo. Em três anos, o mercado testemunhou a abertura de mais de 29 mil farmácias no Brasil. E as micro e pequenas empresas responderam por 85% dos novos pontos de venda.

Para Rocha, a pandemia ampliou o protagonismo do setor como canal de atenção primária e serviu de motor para o segmento. Ao mesmo tempo, houve uma migração do consumo dos grandes centros empresariais para as lojas de bairro.

“Porém, nosso projeto de crescimento não tem como pilar a mera expansão orgânica de unidades. Queremos trabalhar por mais solidez no pequeno e médio varejo, tanto que o faturamento médio por loja da Unifabra aumentou 32% desde 2020, se aproxima de meio milhão de reais e só perde para o das grandes companhias”, pontua.

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