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Rede da ABRADIMEX já distribui 138 milhões de unidades

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Rede da ABRADIMEX já distribui 138 milhões de unidades

A rede de distribuidoras associadas à ABRADIMEX volta a totalizar recorde de movimentação, com a venda de 138 milhões de unidades de medicamentos de especialidades em 12 meses. O volume, referente ao intervalo de abril de 2022 a março deste ano, corresponde a 34% do montante do setor.

A receita nesse período avançou 15,6%. Os dados da IQVIA indicam ainda a expressiva representatividade das 17 companhias que integram o grupo. Juntas, elas detêm 72,7% de market share no segmento de especialidades, mesmo somando 5% do número de medicamentos armazenados nos centros de distribuição.

ABRADIMEX avalia novo papel da distribuição

As empresas associadas à ABRADIMEX vêm pegando carona em uma tendência que também se reflete em mercados maduros como os Estados Unidos.

“O setor assumiu outras frentes de atuação na medida em que a indústria farmacêutica destina mais esforços para pesquisa e desenvolvimento e reduz o interesse por vendas diretas de medicamentos para o canal institucional. Deixamos de nos restringir ao papel logístico para gerenciar a jornada do paciente, inclusive no ambiente intra-hospitalar”, argumenta Paulo Maia, presidente executivo da entidade.

O maior protagonismo da distribuição, inclusive, vem estimulando o aumento da demanda no canal privado – responsável por 90% da demanda. Hospitais e clínicas movimentam 67% das compras.

“E essa importância da iniciativa privada deve acelerar nos próximos anos. Cada vez mais a rede pública, por restrições de orçamento e mudança de foco, está envolvida basicamente na cobertura de atenção básica”, complementa.

ABRADIMEX aponta margens enxutas

Com mais atribuições que abrangem logística e prestação de serviços, o setor convive também com crescentes despesas e margens mais comprimidas. Esse contexto traz uma preocupação especialmente em relação à proposta de reforma tributária.

“Os projetos de lei em discussão no Congresso podem ameaçar algumas isenções tributárias que beneficiam especialmente a adesão a medicamentos de alta complexidade”, argumenta Maia.

O dirigente também espera uma revisão na política de preços de medicamentos praticada pela CMED. “Em muitos casos, a composição do valor do medicamento é quase equivalente ao preço de fábrica, fazendo com que as margens não ultrapassem 1%. “Estamos em conversas com o órgão, além da Anvisa e do próprio Congresso Nacional, para pleitear revisões”, ressalta.

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