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J&J apela à Suprema Corte sobre talco com amianto

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talco com amianto
Foto: Depositphotos

A Johnson & Johnson (J&J) comunicou nesta quarta-feira, dia 22, que estrará com um pedido na  Suprema Corte dos Estados Unidos decidir sobre as milhares de ações judiciais relacionadas ao talco com amianto. Segundo a Reuters, a companhia tentou usar a falência de sua subsidiária, a LTL Management, para interromper mais de 38 mil processos alegando que o talco Johnson’s Baby Powder estão contaminados com amianto. A J&J afirma que seus produtos de talco de consumo são seguros e confirmados por meio de milhares de testes como livres de amianto.

A estratégia não avançou em janeiro, quando o Tribunal de Apelações do 3º Circuito dos EUA decidiu que o pedido de falência da LTL deveria ser encerrado porque nem a LTL nem a J&J tinham uma necessidade legítima de proteção contra o fato, pois não estavam em “dificuldades financeiras”. A LTL Management pediu ao 3º Circuito que reconsiderasse sua decisão, o que foi rejeitado  por unanimidade em uma decisão de duas páginas nesta quarta-feira.

Antes do pedido de falência, a empresa enfrentou custos de US$ 3,5 bilhões em veredictos e acordos, incluindo um em que 22 mulheres receberam uma sentença de mais de US$ 2 bilhões, de acordo com os registros do tribunal de falências.

A J&J anunciou em 2020 que pararia de vender seu talco para bebês nos Estados Unidos e Canadá devido ao que chamou de “desinformação” sobre a segurança do produto e posteriormente anunciou sua intenção de descontinuar o produto mundialmente em 2023.

Entenda o caso do talco com amianto

Em 2018, um júri do Missouri condenou a J&J a pagar quase US$ 4,7 bilhões em danos a um grupo de quase duas dúzias de mulheres que alegaram estar com câncer em função do uso do talco com amianto. A companhia, na época, recorreu da decisão e conseguiu uma revisão na sentença, mas ainda desembolsar mais de US$ 2 bilhões no caso e outros US$ 1,5 em outros processos.

Os consumidores alegam que o talco contém partículas de amianto que causaram câncer e que a empresa mente sobre a segurança da fórmula no rótulo. A farmacêutica parou de vender seu talco nos Estados Unidos e no Canadá e vai retirar o produto das prateleiras do mundo todo, gradualmente, ainda neste ano — mas segue afirmando que as acusações não têm fundamento e que o consumo é seguro.

Ainda em 2018, uma reportagem da Reuters revelou que, pelo menos de 1971 até o começo dos anos 2000, segundo alguns testes, o talco continha tinha pequenas quantidades de amianto e que os executivos da companhia, gerentes de minas, cientistas, médicos e advogados estavam a par do problema, mas falharam ao não revelá-lo às autoridades regulatórias e à sociedade na época.

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