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Foliculite: aprenda mais sobre essa infecção de pele

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Foliculite aprenda mais sobre essa infecção de pele

Bactérias, fungos, vírus e até pelos encravados podem desencadear quadros de foliculite. E esse problema pode atingir quase todas as superfícies do corpo, com exceção daquelas que não têm pelos – como as palmas das mãos, solas dos pés e os lábios.

Apesar de poder acometer pessoas de todos os gêneros e idades, as comunidades negra e asiática são mais propensas. Pessoas com obesidade ou baixa imunidade também costumam apresentar mais casos.

Exatamente por ser tão comum, é importante conhecer bastante sobre a foliculite e como evitá-la. Nesse texto, iremos esclarecer algumas dúvidas e te ajudar a prevenir esse problema.

Foliculite: o que é?

Na maioria dos casos, o organismo causador da foliculite são bactérias como a Staphylococcus aureus e também a Pseudomonas aeruginosa. Este último microrganismo é conhecido por causar a foliculite de banheira de hidromassagem.

A infecção se manifesta especialmente em pequenas espinhas que compreendem um ou mais folículos pilosos. Ou seja, se na raiz de um pelo seu há uma espinha, você pode estar sofrendo de foliculite.

Essas espinhas não costumam causar muito incômodo, apenas um pouco de coceira e dor leve. Mas é importante cuidar dessa feridinha. Caso ela atinja camadas mais profundas da pele, o quadro pode evoluir para um furúnculo, que é uma inflamação mais grave e, por consequência, mais dolorosa.

Existem vários tipos (H3)

Existem alguns tipos de foliculite, divididos em dois subgrupos. A foliculite superficial é aquela que está mais próxima da superfície da pele, e a profunda acomete todo o folículo piloso.

Tipos de foliculite superficial

  • Estafilocócica: causada pelo Staphilococcus aureus
  • Por pseudomonas: comumente ligada a banheiras e piscinas aquecidas com os níveis de cloro e pH mal regulados
  • Da barba: Pelos encravados causados pelo barbear
  • Pitirospórica: Causada pelo Pytirosporum ovalle

Tipos de foliculite profunda

  • Sicose da barba: Também causada pelo Staphilococcus aureus
  • Gram-negativa: Comumente causada como efeito colateral no tratamento de acnes com antibióticos orais
  • Furúnculos: Evolução da infecção não tratada corretamente
  • Carbúnculos: Colônia de furúnculos. Idosos e diabéticos são mais propensos
  • Eosinofílica: Sem causador claro, costuma ser mais comum em portadores do vírus HIV

Como é feito o diagnóstico?

Usualmente, apenas com o exame clínico o profissional da saúde poderá identificar casos de foliculite. Apesar de mais raro, é possível que ele solicite uma análise laboratorial de uma amostra da lesão.

Como prevenir?

Para evitar a foliculite, você precisa apenas adotar algumas atitudes simples no seu dia a dia. Em primeiro lugar, é importante manter a pele limpa, seca e hidratada, além de evitar produtos que desencadeiem qualquer tipo de reação alérgica.

Mas cuidado. Na hora da limpeza, evite lavagens antissépticas. Às vezes, essa lavagem é sim positiva, mas, se feita com frequência, pode acabar ressecando a pele, além de matar bactérias boas que protegem a região.

Caso você desenvolva algum machucado ou arranhão, não arranque a casquinha. E se passar alguma pomada ou remédio para o tratamento, lave bem as mãos antes e depois de mexer na lesão.

Homens têm uma preocupação a mais

No caso da população masculina, a barba é uma região que demanda mais atenção quando o assunto é foliculite. Isso porque os pelos dessa parte do corpo costumam ser mais grossos e propensos a inflamações.

Para evitar lesões na hora de fazer a barba totalmente ou apenas ajeitar o desenho de sua preferência, sempre use algum produto para lubrificar o barbear (como gel, espuma ou sabão), assim como produtos pós-barba.

Para os adeptos de um rosto lisinho, as opções são o barbeador elétrico e a depilação a laser. Ambos são menos propensos a causar a foliculite e o último reduz com o tempo a quantidade de pelos, podendo inclusive “acabar” com a necessidade de se barbear.

Como tratar?

O tratamento medicamentoso para a foliculite sempre deve ser indicado por um profissional da saúde. Comumente são utilizadas pomadas com esteroides e também cremes. O cetoconazol é um dos mais utilizados.

Regiões mais delicadas, como a das virilhas, podem demandar um tratamento mais especializado. A higiene deve ser feita com água morna e sabonete antisséptico. Pomadas antibióticas ou com corticoides podem ser indicadas.

Em pacientes portadores de HIV, o tratamento é um pouco mais complexo. Isso porque, além da medicação tópica, também podem ser indicados anti-histamínicos orais.

Dá para cuidar da foliculite sem remédios

Alguns tratamentos caseiros podem ser bem úteis no combate à foliculite. Em primeiro lugar, essa é uma das dicas mais simples e também mais difícil de se fazer. Não cutuque! Evite coçar e não esprema as espinhas.

Cutucar ou espremer essas feridas pode levar a casos mais graves, que podem acarretar a perda definitiva do pelo na região e a criação de cicatrizes.

Para aliviar o incômodo, você pode fazer compressas de água morna ou chá de camomila. Isso irá reduzir a coceira e acalmará a irritação na pele.

Como já citado anteriormente, ao se barbear ou raspar os pelos de alguma parte do corpo, use cremes e géis calmantes. Assim, você previne o aparecimento dessas infecções.

Caso tenha contato com alguma fonte de água que possa estar contaminada, após um mergulho no mar ou em uma piscina, é interessante tomar banho com sabonete antisséptico.

Tem cura?

Sim, fique tranquilo. Na maioria dos casos, a foliculite melhora sozinha, durando no máximo dez dias. Mas caso os sintomas persistam por um período maior que o descrito ou as infeções sejam constantes, é importante consultar um profissional da saúde.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico


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